REPÚBLICA DAS OLIGARQUIAS – 1894/1930.

Este período também é conhecido como República do Café com Leite, pela sucessão de presidentes ligados as oligarquias paulista (café) e mineira (leite).

 

CAMPO X CIDADE

O Brasil do fim do século XIX e início do século XX tinha uma economia e uma população predominantemente rural. O café era o principal produto da pauta de exportações brasileira do período. A porção majoritária da população vivia no campo, como trabalhadores rurais, em sua maioria pobres e analfabetos, carentes inclusive da assistência do próprio Estado.

Já as cidades, em especial o Rio de Janeiro, capital administrativa, política e cultural do Brasil naquele período, sofriam forte influência da Europa. Os hábitos e o vestuário das elites era uma cópia dos europeus. Surgiam parques e grandes avenidas e a maior parte da população urbana, mais pobre, era empurrada para as periferias ou morros, dando origem as favelas, em um processo de marginalização social.

 

POLÍTICA

  • POLÍTICA DOS GOVERNADORES: era o mecanismo usado pelas oligarquias de São Paulo e Minas Gerais para manterem-se  no poder central. Esse mecanismo consistia na concessão de privilégios às elites dos outros Estados, de menor expressão na política nacional. Em troca desses privilégios as elites estaduais apoiavam os candidatos de paulistas e mineiros à Presidênciada República. O principal privilégio concedido as elites estaduais era a homologação das eleições, que era feita pela Comissão de Verificação de Poderes, controlada pela Presidência da República, que deveria homologar o resultado de todas as eleições no Brasil. Sendo assim, a Comissão de Verificaçãosó homologava a eleição dos candidatos ligados as elites estaduais que apoiavam o Presidente da República e as oligarquias paulista e mineira.
  • CORONELISMO: eram chamados de “Coronel” os líderes políticos regionais, normalmente grandes proprietários de terra. Esses líderes locais garantiam a manutenção das oligarquias no poder. Esses “Coronéis” formavam grandes “currais eleitorais” pos mantinham em suas regiões um grande número de pessoas dependentes de seus favores. Além disso, esses “Coronéis” mantinham sob seu controle vastos contingentes de trabalhadores, que eram obrigados à seguir seus empregadores. Em caso contrário sofriam perseguições, agressões e o risco de ficarem sem trabalho, era o “voto de cabresto.”

ECONOMIA

  • AGRICULTURA: a política econômica dos governos desse período privilegiou a agricultura de exportação. O café era o principal produto brasileiro de exportação e o estado de São Paulo o maior produtor. No entanto, durante o início do século XX a economia cafeeira no Brasil passava por uma crise de superprodução, o que provocava queda no preço do café. Para diminuir as perdas dos cafeicultores foi assinado o Convênio de Taubaté, onde o Estado Brasileiro comprometia-se a comprar toda a produção de café por preços interessantes para os cafeicultores. Para tanto, foi necessário que o governo brasileiro contraísse emprestímos em bancos internacionais, aumentando a dívida externa da nação. Outros produtos tiveram participação na economia brasileira: o cacau, no sul da Bahia; a cana-de-açúcar e; a borracha, que entre os anos de 1905 e 1913 impulsionou a economia e a ocupação da região amazônica, sendo o Brasil, nestes anos, o principal fornecedor de latex para a indústria automobilística.

    "O Café", quadro de Candido Portinari.

  • INDÚSTRIA: durante todo o período, a indústria esteve relegada a segundo plano, estando os governos mais interessados em proteger os negócios dos produtos rurais. Porém, algumas cidades brasileiras já apresentavam um incipiente desenvolvimento industrial, em especial São Paulo e Rio de Janeiro. Os recursos necessários ao processo de industrialização provinham da atividade cafeeira, dos imigrantes e do capital financeiro internacional. A produção de bens de consumo era predominante, com destaque para a indústria têxtil, de alimentos e de sapatos. Porém, com a Primeira Guerra Mundial houve a necessidade de se substituir os produtos importados, provocando a diversificação da produção industrial brasileira.
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Sobre profjosepsantos

Professor de História. Militante da Educação e Juventude. Atualmente membro da coordenação da Macro PT Vale do Paraíba. Ver todos os artigos de profjosepsantos

One response to “REPÚBLICA DAS OLIGARQUIAS – 1894/1930.

  • Júlia

    gostaria de saber mais a respeito do apogeu da borracha, que pareceu ter uma grande importância na economia da época. Obrigada

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