Arquivo do mês: fevereiro 2011

O COMEÇO DO CARNAVAL NO BRASIL.

O Entrudo, em gravura de Debret

 

O Carnaval chegou ao Brasil através dos portugueses, que como todo país de tradição Católica tinha seus festejos populares pré-quaresma.

Zé Pereira no Rio antigo

A manifestação proto-carnavalesca mais popular nos períodos Colonial e Monárquico foi o ENTRUDO, que consistia em uma brincadeira violenta e suja, onde os foliões atiravam de tudo uns nos outros. Atiravam baldes de água, vinagre, vinho, limões de cheiro (bisnagas contendo diversos líquidos) que sujavam e estragavam as roupas das pessoas. No século XX, para substituir a sujeira foi introduzido no Carnaval confete e serpentina.

Outra brincadeira popular no século XIX no Brasil foi o ZÉ PEREIRA, que pode ser considerado o precursor dos blocos carnavalescos de rua. A brincadeira do Zé Pereira consistia em desfiles pelas ruas de foliões, conduzindo um boneco e com instrumentos de percussão, inicialmente a zabumba, depois introduzido os tamborins, pandeiros, e reco-recos. O mote dos desfiles era homenagear personagens populares, reais ou imaginários. Foi uma brincadeira muito popular no Rio de Janeiro.

 


CAUSAS DA EXPANSÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA.

Durante os primeiros séculos de colonização portuguesa na América a ocupação do território restringiu-se a faixa litorânea. Limitada pelo Tratado de Tordesilhas a presença portuguesa na América só vai transpor os limites do litoral por uma composição de fatores:

  • União Ibérica 1580-1640: durante os 60 anos de união política entre Portugal e Espanha o Tratado de Tordesilhas não fazia sentido, e as colônias ibéricas na América tornaram-se um só território contínuo.
  • Baixa do valor do açúcar: a cultura do açúcar era propícia ao clima e solo litorâneo, enquanto era uma atividade rentável não havia necessidade de ocupação do interior. No entanto, com a baixa do valor do açúcar brasileiro, devido a concorrência do açúcar das Antilhas, Portugal necessitava de um novo empreendimento econômico.

    Engenho de cana de açúcar, gravura de Debret

  • Crise econômica portuguesa: a economia portugesa dependia dos produtos colonias. Com a perda do valor do açúcar do Brasil o Estado português passou a ter dificuldades de manter o seu custeio. Portugal tinha um alto gasto com a importação de alimentos, em especial cereais, alto gasto com uma numerosa burocracia e uma nobreza parasitária.

CALENDÁRIO.

Calendário é um sistema que estabelece um modo de contar o tempo. Diferentes povos criaram calendários, de acordocom seus conhecimentos. critérios e necessidades. Supõe-se que o primeiro calendário tenha surgido entre 3 e2 mil anos antes de Cristo.

 

CALENDÁRIO CRISTÃO.

O marco da contagem de tempo para os cristãos é o nascimento de Jesus Cristo. Em meados do século VI os cristãos ainda não se entendiam com a marcação do tempo. O monge Dionísio propôs que a Era Cristã se iniciasse com o nascimento de Cristo como ano 1. A partir de então, todos os anos anteriores ao nascimento de Cristo passaram a ser sucedidos pela abreviação a.C. – antes de Cristo – e os anos depois do nascimento de Cristo pela abreviação d.C. – depois de Cristo.

O calendário agrupa períodos de anos como:

  • Década: período de 10 anos.
  • Século: período de 100 anos.
  • Milênio: período de 100 anos.

 


PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA – GRUPOS SOCIAIS PROTAGONISTAS.

Dois grupos sociais agiram de forma significativa para a Proclamação da República no Brasil:

  • Cafeicultores Paulistas: antes aliados da Monarquia, os cafeicultores paulistas, membros da oligarquia agrária econômicamente dominante no Brasil, tornaram-se opositores do Império, pois enxergavam na mudança de regime político uma oportunidade de assumir o controle direto do Estado brasileiro. A Abolição da Escravidão contribuiu e serviu de motivo para o rompimento entre cafeicultores e a Monarquia
  • Exército: Durante o Império o Exército ocupou uma posição marginal na política nacional. Além disso, a remuneração dos militares, a disciplina da coorporação e a lentidão nas promoções incomodavam os militares. Após a Guerra do Paraguai, o Exército brasileiro saiu fortalecido, e muitos oficiais passaram a reivi ndicar maior espaço para a participação política. Esse desejo levou a uma série de conflitos entre o Exército e a Monarquia, e os militares encontraramna mudança de regime político uma possibilidade de assumir um novo papel na cena política nacional.

DEODORO DA FONSECA

Deodoro da Fonseca tornou-se um herói nacional carismático durante a Guerra do Paraguai, militar de origem alagoana, era ligado ao Imperador e a Monarquia. No entanto, foi envolvido em um enredo que o transformou no líder da Proclamação da República, em 1889. Nesse perído já idoso, foi o chefe do governo provisório e escolhido o primeiro presidente do Brasil. No entanto, não terminou seu mandato, onde o país enfrentou grave crise econômica e sua imagem foi corroída pela oposição política.

Segue vídeo com a biografia deste importante personagem da História do Brasil.

 

 


PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL – 1889.

Representação da Proclamação da República no Brasil - 15 de novembro de 1889 - quadro de Benedito Calixto.

A proclamação da República no Brasil, em 15 de novembro de 1889, foi um evento quase não percebido pela população brasileira. Talvez, só os moradores da capital federal, o Rio de Janeiro naquele período, tenha notado algum movimento.

A alegoria da "mulher" representa a República.

O Império brasileiro havia perdido o apoio dos cafeicultores paulistas com a abolição da escravidão, em 1888. Além disso, desde a Guerra do Paraguai (1864-1870), o Exército reivindicava da Monarquia ascensão política e econômica. Essas duas forças sociais, uniram seus interessese derrubaram a Monarquia brasileira, que praticamente não resistiu ao golpe militar.

A ideologia republicana pressupõe a modernização industrial, a democratização política e a igualdade social. Porém, a República do Brasil, nos seus anos iniciais, continuou sendo um país de exclusão, onde os ex-escravos continuaram pobres e marginalizados, onde as mulheres não tinham direito à voto e onde os trabalhadores não tinham direitos trabalhistas. O Brasil continuou a ser um país controlado por uma pligarquia rural, com uma sociedade desigual e econômicamente dependente.


ROMA NA ANTIGUIDADE – RESUMO.

Retomando os assuntos com as turmas do 7º ano reveremos, de forma resumida, a civilização romana da antiguidade. Disponibilizo abaixo um resumo em vídeo da história de Roma. O vídeo é do Professor Elias de Amorim Junior, do Cursinho da Poli.