Arquivo do mês: abril 2011

30 ANOS DO ATENTADO TERRORISTA DO RIOCENTRO.

Em 30 de abril de 1981 foi organizada no Palco do RioCentro uma série de shows populares para homenagear o Dia do Trabalho. Vários artistas revezavam-se no palco, até que por volta das 23 horas uma explosão no estacionamento mudou o foco de atenção do público.

Vivíamos, no Brasil, o fim da Ditadura Militar imposta desde 1964. Passávamos pelo processo de abertura política, no entanto, a direita radical ligada a setores conservadores da sociedade e a alas das forças armadas contrários ao fim do regime ditatorial promovia inúmeros pequenos atentados, e o ataque do RioCentro seria o ápice deste movimento, que praticado pela direita conservadora, procurava incriminar os setores progressistas da sociedade e inibir o Governo Figueiredo de avançar na abertura e impedir a transferência do poder para um civil.

A imperícia de um sargento e um capitão do exército colocou tudo a perder para os radicais conservadores, pois devido à manipulação equivocada dos explosivos, foi no estacionamento, e não no interior do centro de convenções que a bomba foi detonada, matando o sargento e ferindo o capitão.

Por mais que o Governo Militar tentasse disfarçar os reais autores do atentado, ficou evidente o envolvimento das forças armadas no evento, e o tiro virou contra a culatra, que ao invés de inibir a abertura política, deu capilaridade ao movimento pelo fim dos governos militares. O Inquérito policial da época isentou os militares de culpa, sumiu com provas do acontecimento, para tentar encobrir às causas. Anos mais tarde, um novo inquérito, agora militar, culpou os dois militares envolvidos no atentado, porém não sofreram penas, pois foram enquadrados na Lei de Anistia, de 1978.

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DIA INTERNACIONAL DO LIVRO.

Dia 23 de abril é comemorado o Dia Internacional do Livro, data fixada pela UNESCO – organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura.

Inicialmente, a data era comemorada na Espanha, mais precisamente na Catalunha. A escolha da data foi uma homenagem a Miguel de Cervantes, expoente da literatura espanhola, que morreu em 23 de abril.

Em 1996, a UNESCO confirmou a data como, instituindo o Dia Internacional do Livro por ser também a data do falecimento de outro grande escritor mundial, William Shakespeare.


22 ABRIL: O DIA DA OCUPAÇÃO DO BRASIL

Reza a historiografia oficial que em 22 de abril de 1500 os portugueses chegaram ao Brasil, em viagem de frota naval, comandada por Pedro Álvares Cabral, com destino às Índias. Devido à corrente marítima que empurra as embarcações do norte da África para o sul da América, três naus lusitanas teriam se afastado da frota e teriam chegado ao Brasil, em uma Páscoa. Por este motivo a primeira porção de terra avistada recebeu o nome de Monte Pascoal. Em seguida, o escrivão da frota, Pero Vaz de Caminha escreve carta comunicando o “Achamento” (Descobrimento) de terras na porção sul do Atlântico a oeste da costa africana.

Essa é a versão oficial para o chamado “Descobrimento” do Brasil. Aceitando essa versão reconhecemos que a história brasileira começa com a chegada dos portugueses à América. E negamos que todo o período anterior a este acontecimento, em que essas terras eram habitadas somente pelas populações indígenas não faz parte da História brasileira.

Com certeza a chegada dos portugueses ao Brasil foi um acontecimento muito importante. No entanto, não podemos descartar todo o período anterior a chegada dos portugueses. Mesmo as populações indígenas que viviam no território brasileiro antes dos portugueses estivessem em um estágio de menor desenvolvimento tecnológico que os europeus.

O importante é reconhecermos que a História do Brasil não começa com a chegada dos portugueses por aqui, e, além disso, temos de avaliar criticamente que esse acontecimento causou a entrada deste território no sistema da Economia Mundo, onde as regiões sob a influência da civilização Ocidental integram-se em favor de uma elite econômica que se intitula multinacional ou globalizada.


TIRADENTES.

Tiradentes é hoje considerado um herói nacional, talvez o mais aclamado dos mitos nacionais.

No entanto, não foi sempre assim. Tiradentes participou da Inconfidência Mineira, movimento de protesto contra a colonização portuguesa. Os inconfidentes, em sua maioria grandes lavradores de ouro, contestavam a pesada taxação de impostos e desejavam a anistia de suas dívidas, com a Monarquia.  Traídos por um companheiro de Inconfidência, o movimento foi debelado antes mesmo de ser posto em prática. Seus líderes foram presos e deportados, em sua maioria homens ricos de Vila Rica (Ouro Preto). O único condenado a morte foi Tiradentes, oriundo das classes médias. Sua pena serviu como exemplo para todos, de que qualquer contestação a Metrópole poderia sofrer a pena capital.

Tiradentes, sem os traços de Jesus Cristo.

Durante o fim do Período Colonial e por todo o Período Imperial a figura de Tiradentes ficou esquecida. Com a Proclamação da República, em 1889, foi preciso criar uma mitologia fundadora da nação brasileira, então, resgatou-se a figura de Tiradentes, atribuindo-lhe uma aura de libertador nacional e feições próximas a de Jesus, já que a República, que havia superado a Monarquia brasileira, não tinha interesse em mitificar os responsáveis pela Independência, já que eles eram integrantes da Monarquia derrotada pela República.