Arquivo do mês: maio 2011

O FORA COLLOR E O TÚNEL DO TEMPO DO SENADO FEDERAL.

Os Caras Pintadas

Nesta semana a reabertura do Túnel do Tempo do Senado Federal trouxe para as manchetes um evento importante da história política brasileira, o Impeachment do Presidente Fernando Collor. Isso porque, o reformado Túnel do Tempo não apresentava mais o painel relativo a esse evento. O Túnel do Tempo é um corredor, onde estão vários painéis com os fatos mais importantes da historia política do Brasil em que o Senado, ou algum Senador, teve participação.

Eleito em 1989, na primeira eleição direta para Presidente da República depois da Ditadura Militar (1964-85), Collor iniciou um governo com a promessa de “caçar os marajás” e conter a inflação. Não foi bem sucedido em nenhum dos casos, e seu governo logo se tornou alvo de investigação por suspeitas de corrupção. Em abril de 1992 os escândalos tornaram-se insustentáveis, pois o irmão do Presidente, Pedro Collor revelou a existência do “esquema PC”, onde o ex-tesoureiro de campanha de Collor, PC Farias, era acusado de ser o responsável por irregularidades financeiras além de tráfico de influência.

As manifestações públicas de amplos setores da sociedade, como o “Movimento dos Caras Pintadas”, liderado pela UNE (União Nacional dos Estudantes), onde os jovens manifestaram-se por todo o Brasil pelo afastamento definitivo do Presidente com os rostos pintados com as cores da bandeira nacional,  obrigaram o Congresso a abrir processo de Impeachment e em outubro de 1992, Collor foi afastado temporariamente da Presidência. Antes do fim do processo de Impeachment, em 29 de dezembro de 1992, Collor renunciou ao cargo de Presidente da República, porém teve seus direitos políticos casados por oito anos. Assumiu no seu lugar para concluir o mandato presidencial o vice-presidente Itamar Franco. Hoje

Collor é Senador da República eleito pelo seu estado natal, Alagoas, desde o ano de 2007.

Dois dias depois de reaberto o Túnel do Tempo do Senado Federal sem o painel do Impeachment de Collor, o Presidente da casa, Senador José Sarney, soltou nota dizendo que o painel retirado será recolocado para exibição pública.

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ALLENDE, O SOCIALISMO DEMOCRÁTICO E O REGRESSO CONSERVADOR NO CHILE.

Em 1970 foi eleito presidente do Chile o socialista Salvador Allende, que defendia uma proposta, que ficou conhecida como “via chilena”, onde pregava a transição pacífica para o socialismo. Criticado por setores da esquerda que pregavam a revolta armada e a ditadura do proletariado e, combatido por todos os setores conservadores por defender transformações estruturantes do país, Allende surpreendeu por impor um processo estatizante dos setores econômico e financeiro do Chile, por implantar uma reforma agrária ampla e imediata, por instituir programas de distribuição de renda, valorização dos salários e geração de empregos, além de iniciar a adoção de uma democracia direta participativa. Os opositores de Allende, tanto da esquerda quanto da direita acreditavam que o presidente não teria apoio popular para implantar seu programa, no entanto, a população aderiu ao projeto de Allende.

Qualquer nação que rompesse com a cartilha política dos EUA durante os anos da Guerra Fria tornava-se um mau exemplo para seus vizinhos. Desde antes da eleição de Allende, os norte-americanos lideraram o movimento anti-Allende. Os partidos políticos da direita foram financiados pelo estado norte-americano e depois de eleito, o Chile de Allende sofreu um pesado embargo comercial, incitado pela CIA, que sufocava economicamente o país. Além disso, foi iniciada uma guerra civil não declarada, onde grupos paramilitares, treinados e financiados pela CIA, provocavam confrontos com os setores progressistas da sociedade chilena que apoiavam Allende, como os estudantes e os trabalhadores. Ao mesmo tempo, os EUA interferiam na hierarquia das forças armadas chilenas para substituir generais fiéis à Allende por militares alinhados com a política norte-americana.

Em 11 de setembro de 1973 foi dado um golpe militar no Chile, onde as forças armadas lideradas pelo General Pinochet invadiu fábricas, fazendas, universidades, controladas pelos setores progressistas da sociedade chilena e cercaram o Palácio de La Moneda, sede do governo, de onde Allende anunciou que resistiria até a morte se precisa, mas não desistiria do Chile. A justificativa de Pinochet e seus aliados era a de que estavam libertando o país da Ditadura Comunista. Do Palácio do Governo Allende só saiu morto, segundo a versão oficial suicidou-se quando percebeu que não havia mais possibilidade de conter o golpe militar. Porém, essa versão sempre foi contestada, apesar de assumida pela própria família de Allende. O regime instituído por Pinochet foi um dos mais violentos e cruéis que conhecemos por toda a História. Implantou-se um Neoliberalismo privatizante que reverteu todos os avanços conquistados pelas reformas de Allende.

Agora em 2011, o Chile manda exumar os restos mortais de seu ex-presidente para que a ciência confirme ou não a versão oficial de sua morte. É esperar para sabermos o resultado.


VÍDEOS KIT ESCOLA SEM HOMOFOBIA

Em mais uma excelente iniciativa, o MEC – Ministério da Educação – sob regência do Ministro Fernando Haddad, produziu o Kit “Escola sem Homofobia”. A idéia é distribuir esse material nas escolas de ensino médio por todo o Brasil. Os Kits contêm uma cartilha com orientação para os professores e três vídeos Infelizmente, devido a polêmica criada por parte conservadora da sociedade brasileira, o MEC adiou a entrega dos Kits nas escolas, espera-se agora que os materiais cheguem as escolas no segundo semestre. Por sorte, os vídeos estão disponíveis na  rede, e agora aqui no #Transforma também. Vamos todos reforçar a corrente pelo fim da homofobia na sociedade brasileira, e para isso o melhor é começar nas escolas.


O ESTOPIM DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.

No dia 28 de junho de 1914 o “barril de pólvora” em que se tinha transformado a Europa das grandes potências imperialistas explodia. A intricada rede de acordos e alianças entre países transformou um conflito regional dos Bálcãs em uma guerra européia e mundial.

Em visita a cidade de Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, e sua esposa, foram assassinados em um atentado promovido pelo nacionalista sérvio Gavrilov Princip. Os nacionalistas sérvios refutavam a influência austríaca sobre os Bálcãs e apoiados pela Rússia promoviam um pan-eslavismo.

A morte do herdeiro do trono austro-húngaro levou a uma declaração de guerra por parte da Áustria-Húngria em relação à Sérvia. O que levou a Europa à guerra foi a Política de Alianças, que envolvia as principais nações imperialistas. Em pouco tempo, toda a Europa estava mergulhada na primeira guerra do Breve Século XX.


BIN LADEN FOI FORJADO PELOS EUA NA GUERRA FRIA.

Supostamente morto no último domingo, em ataque arquitetado secretamente pela “Inteligência” norte-americana, Osama Bin Laden tem sua historia intimamente ligada aos EUA. Não somente porque foi o inimigo número um do “Tio Sam” na primeira década do século XXI.

Bin Laden, um dos herdeiros de um milionário saudita do ramo da construção civil engajou-se, assim como outros tantos muçulmanos, como voluntário na luta contra a invasão soviética ao Afeganistão, que até 1979 mantinha governo pró-ocidente. Ao invadir o Afeganistão, a União Soviética deu a oportunidade para que os EUA criassem um clima anti-soviético na comunidade muçulmana, em especial no Egito e na Arábia Saudita, países tradicionalmente pró-ocidente.

No início da década de 80 do século passado Bin Laden foi para o Afeganistão onde juntamente com outros voluntários de todo mundo árabe recebeu treinamento de guerrilha dos norte-americanos para combater a presença soviética no Afeganistão.  Em 1989 com a retirada das tropas soviéticas do país os afegãos treinados pelos EUA formaram o TALEBAN e assumiram o controle do Estado. Bin Laden reuniu milicianos de várias nacionalidades e formou a Al Qaeda.

Até 1991, com a Guerra do Golfo, Bin Laden e a Al Qaeda mantiveram-se alinhados com os EUA, porém, após o conflito contra o Iraque, onde os norte-americanos assumiram o compromisso de desocupar as bases militares cedidas pela Arábia Saudita para o conflito do Golfo. No entanto, não deixaram as bases ocupadas atraindo a ira de parte da comunidade islâmica, que tem na Arábia Saudita suas cidades sagradas. Em 1994 Bin Laden foi expulso de sua terra natal, e em 1996 convocou a Jihad (Guerra Santa) contra a presença de tropas estrangeiras na Arábia Saudita.

Comandando sua Al Qaeda Bin Laden promoveu vários ataques às posições militares e civis norte-americanas e européias, até que em 11 de setembro de 2001 atingiu o Império norte-americano no seu maior centro, a cidade que melhor representa o modo de vida norte-americano, Nova Iorque, sendo a primeira vez que os EUA sofreram um ataque estrangeiro em seu próprio território. Por quase dez anos Bin Laden figurou como o homem mais procurado do mundo, mas em 1º de maio, dia do trabalhador conquistou sua liberdade, estando morto ou não.


DIA DO TRABALHADOR

Todos sabem que 1º de maio é o Dia do Trabalho e do Trabalhador. Porém, o que poucos sabem é o porquê desta data?

A explicação remonta o século XIX, período de forte industrialização na Europa e EUA, e conseqüente organização dos trabalhadores. Expostos às péssimas condições de trabalho, baixos salários e jornadas de trabalho que chegavam até 16 horas diárias, os trabalhadores reivindicavam melhores condições de trabalho. Em 1º de maio de 1886, na cidade de Chicago, nos EUA, trabalhadores organizaram uma manifestação exigindo a adoção de jornada de trabalho de 8 horas por dia. Iniciou-se, neste dia, uma Greve Geral. Em 4 de maio uma manifestação de trabalhadores terminou em confronto com a polícia, com um saldo de 7 mortes entre os agentes policiais e 12 entre os trabalhadores, em acontecimento conhecido como Revolta de Haymarket. Em 1889 a Internacional Socialista decidiu estabelecer o 1º de maio como o dia das manifestações dos trabalhadores pela redução da jornada de trabalho, em homenagem aos trabalhadores de Haymarket. Em 1891, em protesto na França 10 trabalhadores são mortos em confronto com as forças policiais, reforçando o 1º de maio como dia de luta dos trabalhadores, confirmada novamente pela Internacional Socialista, reunida em Bruxelas, que proclama a data como Dia Internacional de reivindicação de condições de trabalho.

Em 23 de abril de 1923, o Estado Francês estabelece que a jornada de trabalho máxima diária estava limitada há 8 horas e o 1º de maio como Dia do Trabalho a partir de então. Em seguida, a Rússia, socialista, também declara a data como feriado nacional, no que é seguido por inúmeros países.

No Brasil, desde 1895 os trabalhadores reivindicam no 1º de maio melhores condições de trabalho, mas o Estado Brasileiro só reconhece a data em 1925. A partir da Era Vargas (1930-1945) a data ganha importância. Hoje em dia, as Centrais Sindicais organizam diversas agendas no 1º de maio, festivas e reivindicatórias.