Arquivo do mês: março 2012

DESCARTES E ADAM SMITH EM VÍDEO.

Dois grandes pensadores mundiais, Descartes e Adam Smith foram pioneiros. O primeiro, precursor do pensamento iluminista e idealizador do “Método Científico”, que influenciou toda a ciência moderna; o segundo “pai” da Economia Política, introduziu o Liberalismo Econômico atendendo aos interesses da burguesia afastando a intervenção do Estado na Economia em favor da “mão invisível” do mercado.

 

 


FISIOCRACIA

A Fisiocracia foi a primeira doutrina econômica a combater as práticas mercantilistas, ainda no contexto da Era Moderna. A definição da doutrina fisiocrata é a ciência do governo da vida social, que descobre suas leis naturais e indica a conduta econômica do governo e das classes, para o aumento da riqueza e o alcance da prosperidade. Os primeiros conceitos da Fisiocracia foram publicados na famosa Enciclopédia de Diderot e D´Alembert, nos verbetes redigidos por Quesnay, considerado o fundador e principal pensador fisiocrata. Sua denominação surgiu em 1768 quando Du Pont de Nemours publicou ” Fisiocracia, ou constituição essencial do governo mais vantajoso para o gênero humano”. Por aproximadamente vinte anos influenciou as decisões econômicas francesas, perdendo poder com a deposição de Turgot do Ministério das Finanças do Rei e com a publicação de “A Riqueza das Nações”, de Adam Smith. A área de influência da Fisiocracia restringiu-se a França, já que suas ideias encaixavam bem a realidade econômica francesa, onde, no século XVIII, o processo de industrialização ainda era lento, sendo a agricultura a principal atividade econômica.

Uma das premissas da fisiocracia é a crítica ao mercantilismo devido a interferência do Estado na Economia. A Fisiocracia é uma doutrina econômica de orientação liberal, que define o papel do Estado na geração de riqueza como mero provedor de infra-estrutura e como garantidor do livre comércio. O ideal fisiocrata estava contido no lema “laissez-faire, laissez-passer” (liberdade de negócios e de livre comércio). Seu conceito central é o de excedente econômico, caracterizado como a parte da produção que excede os custos (lucro). A partir destes excedentes é que o comércio e a indústria poderiam se desenvolver, mas essas atividades sempre serão estéreis, pois o valor de sua produção é apenas igual aos seus custos (salários e insumos).