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Sobre profjosepsantos

Professor de História. Militante da Educação e Juventude. Atualmente membro da coordenação da Macro PT Vale do Paraíba.

O CONFLITO MILITAR NA CORÉIA.

Para entendermos as ameaças recentes da Coréia do Norte em retomar o conflito militar contra os sul-coreanos e os norte-americanos precisamos remontar as origens do conflito.  A península da Coréia foi ocupada em 1910 pelo Japão, e permaneceu até o final da Segunda Guerra Mundial sob controle japonês. Soviéticos e estadunidenses libertaram a região da dominação japonesa e pelas determinações da Conferência de Yalta (1945) esses dois países dividiram o território peninsular entre eles. Em 1948 a ONU (Organização das Nações Unidas) promoveu a formação de dois estados: a República da Coréia,  alinhada aos EUA e; a República Democrática Popular da Coréia, próxima da União Soviética. Ou, simplesmente, Coréia do Sul e Coréia do Norte, respectivamente. Após a Segunda Guerra Mundial as duas grandes potências econômicas e militares dividiam o globo em áreas de influência e com a Coréia não foi diferente. Um fato bastante significativo para o contexto asiático no pós-guerra foi a Revolução Chinesa, de 1949, que formou um gigante socialista na região do pacífico e legou um poderoso aliado à Coréia do Norte.

imagesEm 1950 as duas Coréias entram em conflito, quando os norte-coreanos rompem as fronteiras que separam as Coréias, no Paralelo 38 e ocupam a Coréia do Sul. Imediatamente os EUA enviam tropas para a região, reconquistam a Coréia do Sul e ocupam a Coréia do Norte. Esse deslocamento com aval da ONU. Após tomar a Coréia do Norte os estadunidenses ameaçam invadir a China, que apoiava os norte-coreanos no conflito. Neste momento os EUA ameaçam inclusive um ataque com armas nucleares a China e a Coréia do Norte. Através de uma negociação inconclusa, em 1953 é assinado um armistício entre as Coréias, onde se cria uma zona desmilitarizada na região de fronteira (Paralelo 38). Esse armistício não é um tratado de paz que finaliza o conflito, sendo esta guerra não resolvida até hoje (2013). No entanto, a região do pacífico é uma área de forte militarização, com intensa presença de tropas dos EUA, em especial no Japão e na Coréia do Sul, além dos territórios Soviético e chinês na região. Além disso, os norte-coreanos desenvolveram um militarismo significativo, com forte apoio soviético até 1991 e que hoje detêm 25% do orçamento do país.

O governo Bill Clinton (1993-2001) foi um momento de afrouxamento do militarismo na região, com os EUA suspendendo as manobras militares na região e sinalizando o interesse em encontrar uma solução definitiva para o conflito. Ao mesmo tempo, com o fim da União Soviética em 1991, a Coréia do Norte perdeu seu grande apoiador, passando a depender exclusivamente  do suporte chinês, que a cada ano passou a se aproximar das potências ocidentais. Na década de 1990 a Coréia do Norte passou a investir na tecnologia nuclear, entrando no Abdul Qader Khan Network, uma rede clandestina de proliferação de armas nucleares, liderada por um cientista paquistanês que reunia entre outros Líbia, Irã e Coréia do Norte. Sem o guarda-chuva soviético, a forma de manter afastada uma invasão estadunidense era mostrar a posse de armas nucleares. Ainda mais após a ascensão de George W. Bush (2001), que retomou os movimentos militares na região do Pacífico e classificou os três países mencionados acima como o Eixo do Mal global.

A partir de 2006 os norte-coreanos anunciaram sucessos nos testes nucleares abalando o aparente equilíbrio regional. Ainda em 2010 uma embarcação militar sul-coreana foi naufragada por forças militares da Coréia do Norte, que acusou os sul-coreanos de invasão das águas norte-coreanas e espionagem.

COREIASEm 2012 o governo Obama anuncia a retomada das manobras militares em conjunto com a Coréia do Sul, e no início de 2013 a Coréia do Norte anunciou que está posicionando suas forças militares na fronteira do Paralelo 38 e fez ameaças aos EUA. A possibilidade de conflito é real, no entanto, as manobras norte-coreanas podem ser somente para forçar uma nova rodada de negociações, ainda mais que a China vem sinalizando que não apóia essa nova ação militar norte-coreana. Mesmo, isolados, a força militar da Coréia do Norte é bastante considerável, sendo considerada a quinta força militar do planeta, e ainda podendo contar com um arsenal nuclear, que não pode ser descrito pois o resto do planeta não tem acesso as informações do programa nuclear norte-coreano. O que se pode confirmar é que os alvos possíveis da Coréia do Norte são sua vizinha Coréia do Sul e o Japão, que são os aliados dos EUA na região. A China, potencialmente poderia ser atingida pelas armas norte-coreanas, no entanto, o histórico de apoio dos chineses ao norte-coreanos afasta a possibilidade de o país se tornar um alvo.


“Um estranho no ninho”

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“Habemus Papam!” Apesar das projeções apontarem para um conclave um pouco mais prolongado ao final do segundo dia da reunião dos cardeais da Igreja Católica foi indicado o novo papa, o cardeal argentino, jesuíta, Jorge Mario Bergoglio, que escolheu o nome papal Francisco, usado pela primeira vez. O nome não é a única novidade na escolha de Bergoglio, pela primeira vez um latino-americano é escolhido papa.  Aparentemente, a escolha por Bergolgio se dá em um contexto onde a maior concentração de católicos do mundo se dá no nosso subcontinente, ao mesmo tempo, escolhendo o nome Francisco, ele pode estar remetendo a São Francisco Xavier, co-fundador da ordem jesuítica, e considerado um dos maiores civilizadores católicos da Contra-Reforma, com atuação destacada no continente asiático. Muitos tentam ligar a escolha do nome Francisco a outro santo católico, Francisco de Assis, remetendo assim o foco do novo papado para as causa da desigualdade.

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Papa Francisco

A escolha de Bergoglio assemelha-se a escolha do polonês Karol Wojtyla, Papa João Paulo II, em 1978. Afirmo isso pela conjuntura política global. No quartel final do século passado, a escolha de Wojtyla colaborou para a derrocada do bloco socialista soviético, aglutinado na Europa Oriental, região de origem de Wojtyla. Em 1980 surgiu o Sindicato Solidariedade, liderado por Lech Walesa, que com apoio da Igreja Católica e do bloco capitalista, foi o principal agente para a mudança de sistema na Polônia, que foi o estopim para reformas semelhantes na maior parte dos países do bloco soviético, inclusive na Rússia. Wojtyla usou a simbologia do cargo que ocupou para incitar os católicos, e mesmo os não católicos, do leste europeu contra os regimes socialistas e defendendo uma suposta liberdade vivida na Europa Ocidental e América do Norte.

Desde 1998, com a primeira eleição de Hugo Chavez na Venezuela, governos populares e nacionalistas, com foco no social, vêm ganhando sucessivas eleições, em boa parte da América Latina. No Brasil, o PT iniciou com Lula e agora permanece no poder com Dilma; na Bolívia Evo Morales governa; no Uruguai Mujica governa na mesma linha; no Equador Rafael Côrrea acaba de ser reeleito e; assim é também em outros países, inclusive na Argentina de Bergoglio, onde a Presidenta Cristina Kirchner é soberana. Os partidos conservadores, alinhados ao pensamento neoliberal, aliados do imperialismo norte-americano, mantém governos democráticos hoje na Colômbia (onde há muito tempo são soberanos) e, recentemente, no Chile. Já em Honduras e no Paraguai, promoveram golpes de estado, retirando do poder presidentes democraticamente eleitos em ações sem respaldo popular, com base em argumentos legais de difícil sustentação, e contestados pelo coletivo de países da região.

Essa ascensão democrático-popular na América Latina vem fortalecendo os laços regionais e privilegiando relações no sentido Sul-Sul em detrimento com das com os EUA e a antiga soberania do hemisfério norte sobre o sul. Este processo tem formado as condições para o rompimento da dependência do sul em relação ao norte, da América Latina em relação aos EUA e a União Européia e esse caminho tem desagradado os velhos donos do capital, que hoje já não reinam no mundo com reinavam antes. Figuras como Chavez e Lula, que no século XXI estão invictos nas urnas em seus países e que tem exportado para os vizinhos o projeto de autonomia nacional e regional são os grandes inimigos dos defensores do livre-mercado que preferem governos fracos e que não atrapalhem suas negociatas.

Lula, Kirchner, Morales e Chávez, Puerto Iguazú, Ricardo Stuckert-PR

Nestor Kirchner, Evo Morales, Lula e Hugo Chavez.

Neste sentido, a escolha da divina providência, que colocou o cardeal Bergoglio no trono papal, eleva à condição de liderança mundial um adversário deste projeto progressista posto na América Latina. Desde a eleição de Nestor Kirchner, Bergoglio choca-se com o governo argentino. O Vaticano e o colégio de cardeais que a dois milênios joga o jogo do poder no planeta, acaba de colocar uma nova peça no xadrez político da América Latina, uma peça do lado do projeto de dominação imperialista de EUA e Europa sobre o nosso subcontinente.


O papa jesuíta.

OS JESUÍTAS NO BRASIL

“Habemus Papam.” Fumaça branca no céu romano, na tarde de 13 de março indicam que a Igreja Católica tem seu novo guia espiritual e chefe político. Francisco, foi o nome escolhido pelo cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, indicado por seus pares como o novo pontífice do catolicismo. O que chamou atenção na escolha de Bergoglio foi sua ordem religiosa de origem, a Companhia de Jesus. Francisco, será o primeiro Papa jesuíta.

A Companhia de Jesus surgiu no século XVI, no contesto das Reformas Religiosas. Fundada por Santo Inágcio de Loyola, mas precisamente no ano de 1534 e reconhecida pelo Papa Paulo III em 15440. Os jesuítas são conhecidos como os soldados de Cristo, e caracterizaram-se na Era Moderna pela conversão das populações do Novo Mundo, como os ameríndios, ao catolicismo. A ação dos jesuítas seguia alguns modelos: fundavam vilas nas terras dos impérios português e espanhol, a partir da construção de um colégio, onde as populações seriam educadas dentro dos princípios católicos ou; em regiões mais inóspitas, instituíam as missões, aldeamentos católicos, que atraíam as populações nativas, ameaçadas pela escravização, obrigadas, nas missões, a converterem-se ao catolicismo, adotando o modo de vida europeu.  No Brasil, os jesuítas tiveram importante papel na ocupação de São Paulo, fundada a partir de um colégio jesuíta e da região sul, com as missões. José de Anchieta e Manoel da Nóbrega destacaram-se nos primeiros anos, enquanto o padre Antonio Viera ficou famoso por seus sermões no século XVIII.

Papa Francisco

Hoje a Companhia de Jesus é a maior ordem religiosa católica do planeta e a escolha de um membro seu para o papado neste momento indica a  necessidade de a Igreja Católica em promover uma nova missão civilizadora em busca de novos fies para conter o avanço do protestantismo e de outras religiões.


Sé vacante, a espera do próximo Papa!

Cardeais em procissão pelo Vaticano.

Em tempos de “Sé vacante”, ou seja, de que não há Papa, o líder político e religioso da Igreja Católica, a questão papal é recorrente. Definida a data do início do conclave, reunião de cardeais que escolherá o sucessor de Bento XVI (que renunciou em 28 de fevereiro deste ano), 12 de março, especula-se os possíveis papas. Tem direito a participar do conclave os cardeais de todo o mundo, de até 80 anos. Esses cardeais ficaram reclusos no Vaticano a partir da próxima terça-feira, incomunicáveis com o mundo exterior, e duas vezes ao dia reuniram-se na Capela Sistina para votações. Será o novo papa aquele que obtiver dois terços dos votos dos cardeais, caso haja uma indefinição após doze dias, os dois nomes mais votados passam a ser os únicos possíveis indicados, sendo que ainda persistirá a exigência de dois terços dos votos para eleição do Papa. A votação é feita por meio de cédula de papel, que são contatas por três cardeais responsáveis pela apuração dos votos, após o término da apuração as cédulas são queimadas, emitindo uma fumaça escura se o resultado da eleição não for a escolha do novo Papa ou uma fumaça branca, no caso de a votação ter escolhido o novo líder dos católicos.

Cento e quinze cardeais dos cinco continentes participaram do próximo conclave, de caráter nitidamente europeu, aproximadamente 50% dos cardeais votantes são europeus, em um total de 58, sendo 20 italianos. O continente americano tem 35 cardeais, sendo 14 da América do Norte e 21 da América Latina, norte-americanos são 11 eleitores. África e Ásia contam cada continente com 11 cardeais aptos e a Oceania com apenas 2.


CONSEQUÊNCIAS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Os dois mapas mostram a divisão política do continente europeu antes e depois da PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918). Este conflito foi resultado da disputa imperialista entre as principais potências imperialistas europeias, em especial Inglaterra, França, Alemanha e Itália, além do envolvendo dos Impérios Austro-Húngaro, Russo e Turco-Otomano.

As transformações nos limites territoriais dos países europeus foram resultado dos tratados de paz onde as nações vencedores apropriaram-se de alguns territórios das nações derrotadas, além de seus territórios coloniais. A França retomou da Alemanha as regiões da Alsácia-Lorena e do Sahre; O Império Russo passou pela Revolução Socialista em 1917, perdeu a Finlândia e territórios na região do Báltico (onde surgiram a Lituânia, Letônia e Estônia); a Alemanha além de ter perdidos territórios para a França teve sua parte oriental desmembrada, dando origem à Polônia; os Impérios Austro-Húngaro e Turco-Otomano foram desmembrados e deram origem a várias novas nações como Iuguslávia, Romênia, Bulgária, Hungria, Albânia, Tchecoslováquia, Grécia e Turquia. A Inglaterra manteve seus domínios na Europa e agregou grande parte dos territórios coloniais da Alemanha, Áustria-Hungria e Itália.

Ao final do conflito muitos tratados foram assinados, a Alemanha foi considerada a grande causadora da guerra, sendo obrigada a desmilitarizar-se, perder vários territórios, além de pesada indenização em dinheiro aos países vencedores, pelo Tratado de Versalhes. Além disso, foi criada a Liga das Nações, que deveria selar pela paz mundial e mediar os conflitos entre os países; os Estados Unidos não aderiram a Liga das Nações por entenderem que o Tratado de Versalhes não selaria a paz na Europa, já que as penas à Alemanha eram muito severas e causariam, como ficou comprovado pela ascensão do nazismo e Segunda Guerra Mundial, já a União Soviética não aderiu pois muitas nações ainda não tinham reconhecido a Revolução Socialista.

A Primeira Guerra Mundial teve consequências em todo mundo. A Europa foi a grande derrotada do conflito, o Imperialismo das nações europeias entrou em declínio e a supremacia econômica e militar europeia sobre o globo acabou. Os Estados Unidos assumiram o papel de grande potência econômica e militar do planeta. Além disso, houve a ascensão do Totalitarismo em estados como Alemanha e Itália. A Revolução Socialista Russa de 1917 foi outro impacto importante da Primeira Guerra Mundial. Considera-se também, a Segunda Guerra Mundial como consequência do primeiro conflito mundial, já que as punições impostas à Alemanha pelo Tratado de Versalhes foram consideradas muito rigorosas, causando um revanchismo alemão sobre as nações  vencedoras, canalizada pelo nazismo.


ÍNDIOS, OS DONOS DA TERRA

Excelente documentário sobre a questão indígena no Brasil de hoje, com relatos da História dos Tupis-Guaranis.

O documentário se passa na aldeia indígena de Ribeirão Silveira, na cidade de Bertioga, litoral paulista.


REVOLTA DA VACINA – VÍDEO INTERESSANTE