Arquivo da categoria: Vídeo

ÍNDIOS, OS DONOS DA TERRA

Excelente documentário sobre a questão indígena no Brasil de hoje, com relatos da História dos Tupis-Guaranis.

O documentário se passa na aldeia indígena de Ribeirão Silveira, na cidade de Bertioga, litoral paulista.

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REVOLTA DA VACINA – VÍDEO INTERESSANTE


DESCARTES E ADAM SMITH EM VÍDEO.

Dois grandes pensadores mundiais, Descartes e Adam Smith foram pioneiros. O primeiro, precursor do pensamento iluminista e idealizador do “Método Científico”, que influenciou toda a ciência moderna; o segundo “pai” da Economia Política, introduziu o Liberalismo Econômico atendendo aos interesses da burguesia afastando a intervenção do Estado na Economia em favor da “mão invisível” do mercado.

 

 


VÍDEOS KIT ESCOLA SEM HOMOFOBIA

Em mais uma excelente iniciativa, o MEC – Ministério da Educação – sob regência do Ministro Fernando Haddad, produziu o Kit “Escola sem Homofobia”. A idéia é distribuir esse material nas escolas de ensino médio por todo o Brasil. Os Kits contêm uma cartilha com orientação para os professores e três vídeos Infelizmente, devido a polêmica criada por parte conservadora da sociedade brasileira, o MEC adiou a entrega dos Kits nas escolas, espera-se agora que os materiais cheguem as escolas no segundo semestre. Por sorte, os vídeos estão disponíveis na  rede, e agora aqui no #Transforma também. Vamos todos reforçar a corrente pelo fim da homofobia na sociedade brasileira, e para isso o melhor é começar nas escolas.


GOVERNO FLORIANO PEIXOTO – 1891/1894.

Floriano Peixoto assumiu à Presidência da República após a renúncia de Deodoro da Fonseca.

O Governo do Marechal Floriano foi escorado em uma aliança entre o Presidente da República e o Congresso, dominado pelos cafeicultores paulistas, defensores do federalismo.

O Governo Floriano foi fundamental para a consolidação do regime republicano e abriu caminho para os cafeicultores assumirem o controle do Estado Brasileiro ao combater e reprimir revoltas que ameaçavam a República, como a Revolução Federalista e a Revolta da Armada.

REVOLUÇÃO FEDERALISTA.

No final do século XIX o Rio Grande do Sul enfrentava uma disputa política entre dois grupos, o Partido Republicano, positivista e representado pelas novas elites gaúchas, ligadas às cidades e; o Partido Federalista, com origem na oligarquia agrária gaúcha, os estancieiros pecuaristas.

Com a Proclamação da República Júlio de Castilhos foi indicado para a Presidência do Estado (Governador). Castilhos era líder do Partido Republicano e sua indicação levou a uma revolta liderada pelos Federalistas, antigos parceiros do Império, que se estendeu até os Estados de Santa Catarina e Paraná.

A repressão à revolta foi violenta, e Júlio de Castilho, aliado do Presidente da República, foi confirmado como Presidente do Estado.

 

REVOLTA DA ARMADA.

Foi um movimento deflagrado por setores da Marinha Brasileira em 1893.

A Revolta da Armada estava intrinsecamente relacionada a composição de forças nas regiões brasileiras. As oligarquias alijadas do poder nos Estados voltaram-se contra o Presidente com a justificativa da não convocação de eleições por Floriano, que deveria ter o feito no prazo máximo de dois à contar da renúncia de Deodoro em novembro de 1891.

Os revoltosos ganharam o apoio de monarquistas ligados à Marinha. No entanto, o Presidente contava com o apoio dos cafeicultores paulistas e do Congresso e reprimiu a Revolta, firmando sua imagem como defensor da República.

 


PAGÚ – UMA JOVEM MULHER À FRENTE DE SEU TEMPO!

 

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher publico uma nota biográfica de Pagú.

“Pagú tem uns olhos moles

uns olhos de fazer doer.

Bate-coco quando passa.

Coração pega a bater.

 

Eh Pagú eh!

Dói por que é bom de doer (…)”

Trecho do poema “Coco de Pagu, de Raul Bopp.

 

QUEM É PAGÚ?

Patrícia Rehder Galvão, ou simplesmente Pagú, nasceu no interior de São Paulo, na cidade de São João da Boa Vista, em 9 de junho de 1910. Logo, aos seus três anos, sua família muda-se para a cidade de São Paulo, em plena expansão. A mutação da cidade reflete-se na jovem Patrícia, que torna-se uma adolescente revolucionária.

Frequentava a Escola Normal e uniformizada como normalista corria por todo o Centro Velho da capital. Para complementar o “look” de normalista uma carregada maquiagem, grandes brincos de arcola e o cigarro em público, que compunham uma jovem à frente de seu tempo, que jogava a sociedade provinciana de São Paulo.

Aos 12 anos presenciou a Semana de Arte Moderna de 1922  e aos 15 iniciou sua carreira jornalística no “Brás Jornal” com o pseudônimo Patsy.

Em 1928 Pagú entra em contato com o Movimento Antropofágico, capitaneado por Oswald de Andrade, então casado com a pintora Tarsila do Amaral. O casal apadrinha Pagú, que entra para o circuito mais radical do Movimento Modernista.

Pagú e Oswald envolvem-se em um romance secreto, esse caso extra-conjugal leva ao fim do casamento entre Oswald e Tarsila, e em 1930 Pagú casa-se com o poeta antropofágico. O novo casal não é aceito pela sociedade conservadora paulistana, mesmo os adeptos do Modernismo. No entanto, após Pagú conhecer Luís Carlos Prestes eles passam a militar no Partido Comunista Brasileiro.

Pagú insere-se intensamente na militância política, é presa em uma manifestação grevista dos estivadores em Santos e quando é solta passa a morar no Rio de Janeiro, em uma Vila Operária e a trabalhar como lanterninha em um cinema na Cinelândia.

Em 1933 Pagú lança seu primeiro romance “Parque Industrial”, um romance proletário, com edição financiada por Oswald de Andrade e assinado com o pseudônimo Maria Lobo. O romance é uma narrativa urbana, cujo o tema central é a vida das trabalhadoras das indústrias paulistanas. “Parque Industrial” insere-se nas experiências modernistas, com forte ligação com o romance antropofágico “Memórias Sentimentais de João Miramar” de Oswald de Andrade.

Ainda em 1933 Pagú parte em viagem por vários países, EUA, Japão e China, onde ela entrevista o psicanalista Freud e em 1934 ela chega a antiga União Soviética, em uma longa viagem pela Transiberiana. A temporada de Pagú em Moscou deixou profundas marcas nela. O socialismo real soviético, onde a população vivia de forma miserável enquanto a elite política do Partido Comunista Soviética vivia confortavelmente..

Após Moscou, Pagú foi a França onde envolveu-se em manifestações dos partidos de esquerda, presa é deportada para o Brasil em 1035.

Chegando à seu país logo é presa acusada de envolvimento na Intentona Comunista, foge da prisão, mas logo é presa novamente. Fica presa, então, por quase cinco anos e é solta em 1940.

A década de 40, do século passado, marca   uma Pagú que afasta-se da militância política e do Partido Comunista. Ela trabalha intensamente em inúmerosjornais e revistas como cronista e contista. Em 1945 publica seu segundo livro, “A Famosa Revista”, em parceria com seu novo companheiro conjugal Geraldo Ferraz. Nessa obra ela faz uma severa crítica ao Partido Comunista. Em 1950 ela candidata-se à Assembléia Legislativa Paulista, não é eleita, mas publica o panfleto “Verdade e Liberdade” com comentários de seu tempo na prisão, de sua viagem à Moscou, sua desilução com o Partido Comunista e o porque de sua candidatura.

Em 1952 Pagú passa a frequentar a Escola de Arte Dramática de São Paulo (EAD). Alinha-se ao Teatro Experimental de Vanguarda. Ao mesmo tempo contribuiu com inúmeros periódicos de Santos, e por lá participa intensamente da vida cultural em grupos de Teatro Amador.

No final da década já está muito doente, e em 1962 é operada em Paris. A operação não é bem sucedida e Pagú volta ao Brasil, onde morre em 12 de dezembro na cidade de Santos.

 

“Nada nada nada
Nada mais do que nada
Porque vocês querem que exista apenas o nada
Pois existe o só nada
Um pára-brisa partido uma perna quebrada
O nada
Fisionomias massacradas
Tipóias em meus amigos
Portas arrombadas
Abertas para o nada
Um choro de criança
Uma lágrima de mulher à-toa
Que quer dizer nada
Um quarto meio escuro
Com um abajur quebrado
Meninas que dançavam
Que conversavam
Nada
Um copo de conhaque
Um teatro
Um precipício
Talvez o precipício queira dizer nada
Uma carteirinha de travel’s check
Uma partida for two nada
Trouxeram-me camélias brancas e vermelhas
Uma linda criança sorriu-me quando eu a abraçava
Um cão rosnava na minha estrada
Um papagaio falava coisas tão engraçadas
Pastorinhas entraram em meu caminho
Num samba morenamente cadenciado
Abri o meu abraço aos amigos de sempre
Poetas compareceram
Alguns escritores
Gente de teatro
Birutas no aeroporto
E nada.”

Nothing, último poema de Pagú.


PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA – GRUPOS SOCIAIS PROTAGONISTAS.

Dois grupos sociais agiram de forma significativa para a Proclamação da República no Brasil:

  • Cafeicultores Paulistas: antes aliados da Monarquia, os cafeicultores paulistas, membros da oligarquia agrária econômicamente dominante no Brasil, tornaram-se opositores do Império, pois enxergavam na mudança de regime político uma oportunidade de assumir o controle direto do Estado brasileiro. A Abolição da Escravidão contribuiu e serviu de motivo para o rompimento entre cafeicultores e a Monarquia
  • Exército: Durante o Império o Exército ocupou uma posição marginal na política nacional. Além disso, a remuneração dos militares, a disciplina da coorporação e a lentidão nas promoções incomodavam os militares. Após a Guerra do Paraguai, o Exército brasileiro saiu fortalecido, e muitos oficiais passaram a reivi ndicar maior espaço para a participação política. Esse desejo levou a uma série de conflitos entre o Exército e a Monarquia, e os militares encontraramna mudança de regime político uma possibilidade de assumir um novo papel na cena política nacional.