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A TOMADA DA BASTILHA E A CONSOLIDAÇÃO SOCIAL BURGUESA COM A REVOLUÇÃO FRANCESA.

14 de julho de 1789 é um marco histórico mundialmente reconhecido, em especial no Ocidente. Isso porque, é considerado o ponto de partida da atual Era histórica, a Contemporânea, que vivemos desde então.

14 de julho de 1789 é considerado o início da Revolução Francesa, devido à tomada da Bastilha, prisão parisiense, símbolo do Absolutismo Francês, que havia abrigado a maior parte dos presos políticos da França Absolutista.

A Revolução Francesa representa a consolidação da Burguesia como grupo social mais importante da economia e, principalmente, da política da sociedade ocidental. Por isso o reconhecimento do ano de 1789 como o marco entre a Era Moderna e a Era Contemporânea.

A Revolução Francesa foi um movimento político, influenciado pelas idéias iluministas e pela Independência dos EUA, estimulado por uma grave crise econômica que atingia a França, desde a década de 1770. Para encontrar uma saída para esta crise (e em busca de apoio político) o Rei Luís XVI convocou os Estados Gerais, instituição consultiva da Monarquia Francesa, onde se reuniam representantes dos três Estados Sociais: a nobreza, o clero e o terceiro estado (camponeses, artesãos, comerciantes, entre outros). Cada Estado Social tinha direito a um voto, sendo o terceiro estado sempre preterido devido à junção de interesses de nobreza e clero, mesmo o terceiro estado reunindo a grande maioria da população.

Os Estados Gerais de 1789 teve como marca a sublevação do Terceiro Estado, que passou a exigir a revisão de seu Estatuto, instituindo o voto por representante, o que daria uma maioria folgada ao Terceiro Estado. A Monarquia, o Clero e a Nobreza rejeitaram a proposta levando a um impasse político. Os representantes do Terceiro Estado decidem, então, retirar-se dos Estados Gerais e proclama-se Assembléia Nacional Constituinte. O objetivo era promover uma Monarquia Constitucional, no entanto, a Monarquia, apoiada pela Nobreza e pelo Clero, recusou a Idéia de uma constitucionalização e passou a reprimir o movimento, até então, pacífico.

Por quase um mês a Monarquia e o Terceiro Estado procuraram chegar a um acordo, que não aconteceu e em 14 de julho de 1789 uma falsa notícia de que o Rei havia enviado um grande contingente de soldados para a capital Paris inflamou a população da capital que passou a ocupar as áreas militares parisienses para armar-se e resistir à repressão da monarquia. A prisão da Bastilha havia se tornando o principal armazém para o armamento real na capital francesa, devido as suas altas muralhas cercada por fossos. Toda essa suposta segurança não foi suficiente para conter a fúria da população parisiense, que já não suportava mais a carestia de preços e a falta de perspectiva da monarquia em conter a crise econômica. Insuflada por uma vanguarda burguesa a revolta tomou toda a cidade e em dias estava espalhada por toda a França. A tomada da Bastilha não representou apenas o início da Revolução Francesa, mas também, a decadência do Absolutismo, que ainda reinaria por algumas nações européias por durante o século XIX, mas progressivamente foi substituído por outros regimes políticos.

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O ATO DE NAVEGAÇÃO DE 1651

A promulgação do Ato de Navegação de 1651 está inserida no contexto das Revoluções Inglesas do século XVII, mais precisamente no período da República Puritana, presidida por Oliver Cromwell, líder da Revolução Puritana, que, para manter-se no poder e enfrentar a Monarquia Absolutista inglesa, aliou-se a burguesia mercantil inglesa, em especial a londrina.

O Ato de Navegação consistia na obrigatoriedade de que todas as mercadorias com destino aos países europeus deveriam ser transportadas em navios ingleses ou dos países produtores. Desta forma, Cromwell favorecia seus aliados da burguesia, e elevou a Inglaterra à condição de maior potência econômica do planeta e formou um grande império ultramarino, por dominar o comércio marítimo.  Qualquer embarcação que não cumprisse com a determinação dos ingleses poderia ser abatida pela Marinha de Guerra da Inglaterra.


MISSÕES JESUÍTICAS.

Ruínas de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul.

 

A FUNDAÇÃO DA COMPANHIA JESUS.

A Companhia de Jesus foi fundada em 1534 no contexto da Contra-Reforma como uma das medidas para conter o avanço do Protestantismo. Seu fundador foi o espanhol Inácio de Loyola, que após ferir-se em uma batalha converteu-se totalmente à vida cristã.

A missão dos Jesuítas era difundir o Evangelho pelo mundo. A Educação foi um dos instrumentos fundamentais desta pregação. Muitos colégios jesuítas doram fundados na Europa e na América para cristianizar os povos e formá-los na doutrina católica.

 

OS JESUÍTAS EM PORTUGAL E NO BRASIL.

Os jesuítas passaram a atuar nos empreendimentos coloniais portugueses como missionários evangelizadores. Vários jesuítas vieram ao Brasil, os mais famosos foram os padres José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, com o objetivo de converter as populações indígenas.

Os primeiros colégios jesuítas foram fundados na Bahia e em São Vicente. Os jesuítas ensinavam retórica, humanidades, gramática, mas utilizavam principalmente a música e o teatro na evangelização dos indígenas.

AS MISSÕES JESUÍTICAS.

Para catequizar os indígenas os jesuítas organizaram em várias partes da América do Sul aldeamentos chamados “missões”. o objetivo dessa ação era transformar completamente o modo de vida dos indígenas, fazendo-os abandonar o politeísmo, a poligâmia e o antropofagismo, além de desvalorizar as funções dos pajés (líderes espirituais).

A porção sul do sub-continente e a região amazônica foram as que receberam a maior parte das missões jesuítas.

A organização interna das “missões” assemelhava-se a militar pela rígida disciplina e pela imposição do modo de vida católico aos indígenas. Os índios praticavam o artesanato, agricultura e a criação de animais. Quanto a catequização dos indígenas a música exerceu papel importante neste processo.


BANDEIRANTISMO.

Quadro "O Bandeirante" de Benedito Calixto

Os séculos XVII e XVIII ficaram marcados no Brasil Colonial pela expansão territorial. Os principais responsáveis por essa expansão foram os Bandeirantes paulistas. Marginalizados econômicamente durante o ciclo da cana-de-açúcar, a região de São Paulo era pobre e dependia de uma agricultura de subsistência e do trabalho escravo indígena.

Pela experiência que tinham no interior da colônia, devido as expedições de aprisionamento de indígenas, os Bandeirantes paulistas tornaram-se a esperança da Coroa Portuguesa para encontrar reservas de metais preciosos.

 

BANDEIRAS.

Eram expedições particulares organizadas pelos paulistas que percorriam o interior do Brasil. Essas viagens duravam meses, as vezes até anos, e contavam com centenas de participantes.

As viagens partiam da cidade de São Paulo de Piratininga, no início do Planalto Brasileiro e percorria o interior utilizando trilhas indígenas e ps rios da bacia platina, como o Tietê, Paraíba do Sul e Piracicaba.

O nome Bandeiras, vem de uma tradição indígena de carregar uma bandeira a frente da expedição.

 

ENTRADAS.

Eram expedições organizadas e financiadas por Portugal, para explorar o interior da Colônia, manter os indígenas afastados da região produtora de cana-de-açúcar e procurar metais preciosos.

 

CONSEQUÊNCIAS DO BANDEIRANTISMO.

As expedições Bandeirantes tiveram como consequências a expansão territorial da Colônia, que avançou sobre o interior do Brasil.

Além disso, no fim do século XVII foi em uma expedição Bandeirante que se descobriram as reservas de ouro da região das Minas Gerais.

As vias utilizadas pelos Bandeirantes passaram a ligar as várias regiões da Colônia, promovendo a interligação regional da Colônia.


CAUSAS DA EXPANSÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA.

Durante os primeiros séculos de colonização portuguesa na América a ocupação do território restringiu-se a faixa litorânea. Limitada pelo Tratado de Tordesilhas a presença portuguesa na América só vai transpor os limites do litoral por uma composição de fatores:

  • União Ibérica 1580-1640: durante os 60 anos de união política entre Portugal e Espanha o Tratado de Tordesilhas não fazia sentido, e as colônias ibéricas na América tornaram-se um só território contínuo.
  • Baixa do valor do açúcar: a cultura do açúcar era propícia ao clima e solo litorâneo, enquanto era uma atividade rentável não havia necessidade de ocupação do interior. No entanto, com a baixa do valor do açúcar brasileiro, devido a concorrência do açúcar das Antilhas, Portugal necessitava de um novo empreendimento econômico.

    Engenho de cana de açúcar, gravura de Debret

  • Crise econômica portuguesa: a economia portugesa dependia dos produtos colonias. Com a perda do valor do açúcar do Brasil o Estado português passou a ter dificuldades de manter o seu custeio. Portugal tinha um alto gasto com a importação de alimentos, em especial cereais, alto gasto com uma numerosa burocracia e uma nobreza parasitária.