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MARQUÊS DE SAPUCAÍ.

Mais conhecido hoje por ser nome da avenida onde foi construído o sambódromo do Rio de Janeiro, o Marquês de Sapucaí, ou Cândido José de Araújo Viana foi um importante político do Império Brasileiro, influente deste o primeiro reinado, mas especialmente a partir do final do período regencial e no segundo reinado. E foi exatamente Dom Pedro II que concedeu os títulos nobiliarquícos a ele.

Nascido na, então, Província de Minas Gerais, em Congonhas do Sabará (atual Nova Lima), em 15 de setembro de 1793, partiu para Portugal, ainda Métrópole do Brasil, onde se bacharelou em Direito, na Universidade de Coimbra, no ano de 1821, às vésperas da independência do Brasil. Voltando ao Brasil atuou em alguns cargos da burocracia de estado, e no ano de 1823 assumiu uma cadeira como deputado constituinte (a Constituição de 1824 foi a primeira do Brasil). Exerceu ainda outros dois mandatos como deputado geral, o equivalente a deputado federal hoje, e em 1839 tornou-se um dos tutores de de Dom Pedro II.

A partir da ascensão de Pedro II ao trono, conquistou importantes postos na administração imperial, foi Ministro da Fazenda, da Justiça, Presidente das Províncias de Alagoas e do Maranhão, Ministro do Supremo Tribunal de Justiça. Neste período, foi eleito Senador por Minas Gerais, sendo, inclusive, entre 1851 e 1853 Presidente do Senado Imperial. Foi ainda membro do Conselho de Estado de Dom Pedro II.

Além da política, dedicou-se ao ensino e pesquisa, sendo um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, entidade que também presidiu.

Morreu na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império, no ano de 1875.


QUANDO COMEÇOU A TRADICIONAL BANDA MOLE DE GUARATINGUETÁ?

Para quem é de Guaratinguetá já é hábito sábado de carnaval, marcando o início da folia momesca, o bloco mais tradicional da cidade, a Banda Mole. Alguns, talvez, até se questionem, o carnaval de Guará começou com a Banda Mole?

A resposta é não. Aliás, o aparecimento da Banda Mole tem a ver com o regramento das festas carnavalescas impostas em nossa cidade na década de 1970.

Foi neste ano, que o poder municipal decidiu migrar os festejos de Momo, da praça Conselheiro Rodrigues Alves para a Avenida Presidente Vargas. Nesta época, a maioria das escolas de samba da cidade já existiam e essa transferência serviria para atender as necessidades dos desfiles competitivos.

Esta nova realidade, apesar de agradar a muitos, causou incômodo em alguns foliões que desejavam manter o ritmo e o local tradicional do carnaval de Guaratinguetá. Foi, então,que no domingo de carnaval, do ano de 1975, em uma conversa no Clube Literário, quatro amigos decidiram criar um bloco de rua, que desfilasse pelo centro da cidade, e que todos pudessem participar da folia. O objetivo do Carlucho, Carlinhos Letrão, James Gomes e Tonico Bartelega era reavivar os antigos carnavais. Foi aí que surgiu a Banda Mole, bloco carnavalesco de embalo, que permitia a livre participação dos foliões.

O primeiro desfile da Banda Mole foi no sábado de carnaval do ano de 1976, mas antes foi preciso resolver um problema. O itinerário decidido para o bloco passava de frente para a Matriz de Santo Antônio (atual Catedral de Santo Antonio), bem no horário da missa, foi aí que os quatro amigos reuniram-se de  novo para conversar com o Monsenhor Bindão, pároco da época, e combinaram que só começariam a folia quando as portas da Igreja se fechassem. O Monsenhor Bindão comprometia-se a cerrar as portas assim que a missa terminasse, para não atrasar o “esqunta” da Banda Mole. Essa boa relação do bloco com os párocos permaceu até que o percurso da Banda Mole teve de ser alterado, porém a mudança não foi ocasionada por nenhum pároco intransigente, mas sim pelo remodelamento da Praça Conselheiro Rodrigues Alves no ano de 2003, que inviabilzou que o caminhão de som do bloco passasse pela área. A partir deste ano, a Banda Mole passou a concentrar-se não mais em frente ao prédio do Clube Literário Centro (hoje Casas Bahia), mas sim do outro lado praça.

Resta ainda, duas questões: a primeira, por que Banda Mole? A idéia dos pioneiros do bloco era marcar a subversão da ordem que o Carnaval de Guaratinguetá estava sendo submetido, com regras, local para desfile, competição, a idéia original teria sido nomear o bloco de Bunda Mole, mas talvez esse nome pudesse ofender alguns foliões, aí a transmutaação para Banda Mole, é essa subversão da ordem que levou a tradicional fantasia dos homens que brincam o carnaval no bloco, as roupas femininas. A segunda questão fica do por que usar paródias? Esse costume não remete aos primeiros desfiles da Banda Mole, mas sim ao ano de 1987, quando um secretário do governo municipal decidiu que deveria impôr regras a Banda Mole. Os participantes do bloco não só nem deram bola para tal situação, como surgiu uma marchinha em paródia, brincando com a tentativa deste burocrata em regrar a Banda Mole.


PIERRÔS, COLOMBINAS E ARLEQUINS – FANTASIAS E PERSONAGENS DO CARNAVAL.

Arlequim, Colombina e Pierrô

 

Três personagens são conhecidos nos carnavais do mundo todo: Pierrô, Arlequim e Colombina. Fantasiados com roupas desses personagens de teatro, foliões brincam o carnaval mundo afora.

No entanto, esses três personagens surgiram em outro contexto e não no Carnaval. Apareceram como protagonistas da Comédia dell´Arte, gênero teatral com origem na Itália do século XVI, e que se espalhou por toda a Europa pelos séculos XVII e XVIII.

A Comédia dell´Arte mantinha personagens fixos, que participavam de todas as histórias. Os grupos eram itinerantes e percorriam as cidades por toda a Europa. O enredo das encenações tinha um forte teor social, onde Pierrô, Arlequim e Colombina representavam as classes populares, exploradas por grupos sociais dominantes, representados nas cenas por outros personagens como Pantaleão e o Doutor.

Pierrô

Por trás deste contexto de lutas de classes aparecia um triângulo amoroso entre os personagens adotados pelo Carnaval, Arlequim e Colombina que se amavam e Pierrô que mantinha uma paixão secreta por Colombina.

Os foliões carnavalescos adotaram as fantasias dos personagens mais famosos da Comédia dell´Arte, introduzindo o uso de fantasias e máscaras nas brincadeiras de Carnaval.




O COMEÇO DO CARNAVAL NO BRASIL.

O Entrudo, em gravura de Debret

 

O Carnaval chegou ao Brasil através dos portugueses, que como todo país de tradição Católica tinha seus festejos populares pré-quaresma.

Zé Pereira no Rio antigo

A manifestação proto-carnavalesca mais popular nos períodos Colonial e Monárquico foi o ENTRUDO, que consistia em uma brincadeira violenta e suja, onde os foliões atiravam de tudo uns nos outros. Atiravam baldes de água, vinagre, vinho, limões de cheiro (bisnagas contendo diversos líquidos) que sujavam e estragavam as roupas das pessoas. No século XX, para substituir a sujeira foi introduzido no Carnaval confete e serpentina.

Outra brincadeira popular no século XIX no Brasil foi o ZÉ PEREIRA, que pode ser considerado o precursor dos blocos carnavalescos de rua. A brincadeira do Zé Pereira consistia em desfiles pelas ruas de foliões, conduzindo um boneco e com instrumentos de percussão, inicialmente a zabumba, depois introduzido os tamborins, pandeiros, e reco-recos. O mote dos desfiles era homenagear personagens populares, reais ou imaginários. Foi uma brincadeira muito popular no Rio de Janeiro.

 


QUANDO COMEÇOU O CARNAVAL?

Representação do Carnaval em Roma (Saturnália).

Costuma-se dizer que o Carnaval é uma festa pagã, ou seja, não Católica. No entanto, ao observar em que regiões do globo encontramos o Carnaval chegamos a conclusão de que quase a totalidade dos lugares que comemoram o Carnaval tem tradição Católica.

A origem do Carnaval certamente está na Antiguidade, nas civilizações egípcia, grega e romana, onde ocorriam grandes festas ligadas às divindades pagãs da fertilidade e agricultura, nos períodos de grandes colheitas. Nestas festas havia fartura de alimentos e bebidas.

Na Europa da Idade Média essas festas continuavam a existir, mesmo sob forte religiosidade Católica. Por volta dos séculos XI e XII para regular e limitar o período de ocorrência destas festas pagãs e o consumo de alimentos, a Igreja Católica associou estas festas à Quaresma, atribuíndo à elas o nome de Carnaval, palavra de origem latina que significa abstinência de carne.

Representação do Carnaval Medieval.

A partir de então, o Carnaval passou a ser celebrado sempre quarenta dias antes da Páscoa, antecedendo a Quaresma, período em que os católicos promovem privações alimentares e comportamentais por ocasião da morte de Jesus Cristo.

Por este motivo, durante as festas de Carnaval é tradição os excessos alimentares e comportamentais, a festa transformou-se em rito de despedida dos Católicos antes da Quaresma.


CARNAVAL É HISTÓRIA…

O Carnaval é uma festa que todo o brasileiro espera. Uma frase que já virou dito popular por aqui é de que “no Brasil o ano só começa depois do Carnaval”. Realmente, a importância desta festa para o povo brasileiro é muito grande. Comunidades inteiras mobilizam-se para os desfiles das escolas, famílias preparam suas fantasias para os bailes, e os amigos se juntam para irem aos blocos.

Hoje, a origem do Carnaval é pouco comentada pelos foliões, mas nossa festa preferida tem uma história mutio rica e, também, bastante longa.

Ao longo de alguns posts aqui no blog vamos ver um pouco desta História. Por ora fiquem com um vídeo em que as imagens relacionam o Carnaval a História. O roteiro do vídeo é da professora Glaucia Portela, do Expert Pré-Vestibular.