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GOVERNO FLORIANO PEIXOTO – 1891/1894.

Floriano Peixoto assumiu à Presidência da República após a renúncia de Deodoro da Fonseca.

O Governo do Marechal Floriano foi escorado em uma aliança entre o Presidente da República e o Congresso, dominado pelos cafeicultores paulistas, defensores do federalismo.

O Governo Floriano foi fundamental para a consolidação do regime republicano e abriu caminho para os cafeicultores assumirem o controle do Estado Brasileiro ao combater e reprimir revoltas que ameaçavam a República, como a Revolução Federalista e a Revolta da Armada.

REVOLUÇÃO FEDERALISTA.

No final do século XIX o Rio Grande do Sul enfrentava uma disputa política entre dois grupos, o Partido Republicano, positivista e representado pelas novas elites gaúchas, ligadas às cidades e; o Partido Federalista, com origem na oligarquia agrária gaúcha, os estancieiros pecuaristas.

Com a Proclamação da República Júlio de Castilhos foi indicado para a Presidência do Estado (Governador). Castilhos era líder do Partido Republicano e sua indicação levou a uma revolta liderada pelos Federalistas, antigos parceiros do Império, que se estendeu até os Estados de Santa Catarina e Paraná.

A repressão à revolta foi violenta, e Júlio de Castilho, aliado do Presidente da República, foi confirmado como Presidente do Estado.

 

REVOLTA DA ARMADA.

Foi um movimento deflagrado por setores da Marinha Brasileira em 1893.

A Revolta da Armada estava intrinsecamente relacionada a composição de forças nas regiões brasileiras. As oligarquias alijadas do poder nos Estados voltaram-se contra o Presidente com a justificativa da não convocação de eleições por Floriano, que deveria ter o feito no prazo máximo de dois à contar da renúncia de Deodoro em novembro de 1891.

Os revoltosos ganharam o apoio de monarquistas ligados à Marinha. No entanto, o Presidente contava com o apoio dos cafeicultores paulistas e do Congresso e reprimiu a Revolta, firmando sua imagem como defensor da República.

 

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