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O CONFLITO MILITAR NA CORÉIA.

Para entendermos as ameaças recentes da Coréia do Norte em retomar o conflito militar contra os sul-coreanos e os norte-americanos precisamos remontar as origens do conflito.  A península da Coréia foi ocupada em 1910 pelo Japão, e permaneceu até o final da Segunda Guerra Mundial sob controle japonês. Soviéticos e estadunidenses libertaram a região da dominação japonesa e pelas determinações da Conferência de Yalta (1945) esses dois países dividiram o território peninsular entre eles. Em 1948 a ONU (Organização das Nações Unidas) promoveu a formação de dois estados: a República da Coréia,  alinhada aos EUA e; a República Democrática Popular da Coréia, próxima da União Soviética. Ou, simplesmente, Coréia do Sul e Coréia do Norte, respectivamente. Após a Segunda Guerra Mundial as duas grandes potências econômicas e militares dividiam o globo em áreas de influência e com a Coréia não foi diferente. Um fato bastante significativo para o contexto asiático no pós-guerra foi a Revolução Chinesa, de 1949, que formou um gigante socialista na região do pacífico e legou um poderoso aliado à Coréia do Norte.

imagesEm 1950 as duas Coréias entram em conflito, quando os norte-coreanos rompem as fronteiras que separam as Coréias, no Paralelo 38 e ocupam a Coréia do Sul. Imediatamente os EUA enviam tropas para a região, reconquistam a Coréia do Sul e ocupam a Coréia do Norte. Esse deslocamento com aval da ONU. Após tomar a Coréia do Norte os estadunidenses ameaçam invadir a China, que apoiava os norte-coreanos no conflito. Neste momento os EUA ameaçam inclusive um ataque com armas nucleares a China e a Coréia do Norte. Através de uma negociação inconclusa, em 1953 é assinado um armistício entre as Coréias, onde se cria uma zona desmilitarizada na região de fronteira (Paralelo 38). Esse armistício não é um tratado de paz que finaliza o conflito, sendo esta guerra não resolvida até hoje (2013). No entanto, a região do pacífico é uma área de forte militarização, com intensa presença de tropas dos EUA, em especial no Japão e na Coréia do Sul, além dos territórios Soviético e chinês na região. Além disso, os norte-coreanos desenvolveram um militarismo significativo, com forte apoio soviético até 1991 e que hoje detêm 25% do orçamento do país.

O governo Bill Clinton (1993-2001) foi um momento de afrouxamento do militarismo na região, com os EUA suspendendo as manobras militares na região e sinalizando o interesse em encontrar uma solução definitiva para o conflito. Ao mesmo tempo, com o fim da União Soviética em 1991, a Coréia do Norte perdeu seu grande apoiador, passando a depender exclusivamente  do suporte chinês, que a cada ano passou a se aproximar das potências ocidentais. Na década de 1990 a Coréia do Norte passou a investir na tecnologia nuclear, entrando no Abdul Qader Khan Network, uma rede clandestina de proliferação de armas nucleares, liderada por um cientista paquistanês que reunia entre outros Líbia, Irã e Coréia do Norte. Sem o guarda-chuva soviético, a forma de manter afastada uma invasão estadunidense era mostrar a posse de armas nucleares. Ainda mais após a ascensão de George W. Bush (2001), que retomou os movimentos militares na região do Pacífico e classificou os três países mencionados acima como o Eixo do Mal global.

A partir de 2006 os norte-coreanos anunciaram sucessos nos testes nucleares abalando o aparente equilíbrio regional. Ainda em 2010 uma embarcação militar sul-coreana foi naufragada por forças militares da Coréia do Norte, que acusou os sul-coreanos de invasão das águas norte-coreanas e espionagem.

COREIASEm 2012 o governo Obama anuncia a retomada das manobras militares em conjunto com a Coréia do Sul, e no início de 2013 a Coréia do Norte anunciou que está posicionando suas forças militares na fronteira do Paralelo 38 e fez ameaças aos EUA. A possibilidade de conflito é real, no entanto, as manobras norte-coreanas podem ser somente para forçar uma nova rodada de negociações, ainda mais que a China vem sinalizando que não apóia essa nova ação militar norte-coreana. Mesmo, isolados, a força militar da Coréia do Norte é bastante considerável, sendo considerada a quinta força militar do planeta, e ainda podendo contar com um arsenal nuclear, que não pode ser descrito pois o resto do planeta não tem acesso as informações do programa nuclear norte-coreano. O que se pode confirmar é que os alvos possíveis da Coréia do Norte são sua vizinha Coréia do Sul e o Japão, que são os aliados dos EUA na região. A China, potencialmente poderia ser atingida pelas armas norte-coreanas, no entanto, o histórico de apoio dos chineses ao norte-coreanos afasta a possibilidade de o país se tornar um alvo.

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O papa jesuíta.

OS JESUÍTAS NO BRASIL

“Habemus Papam.” Fumaça branca no céu romano, na tarde de 13 de março indicam que a Igreja Católica tem seu novo guia espiritual e chefe político. Francisco, foi o nome escolhido pelo cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, indicado por seus pares como o novo pontífice do catolicismo. O que chamou atenção na escolha de Bergoglio foi sua ordem religiosa de origem, a Companhia de Jesus. Francisco, será o primeiro Papa jesuíta.

A Companhia de Jesus surgiu no século XVI, no contesto das Reformas Religiosas. Fundada por Santo Inágcio de Loyola, mas precisamente no ano de 1534 e reconhecida pelo Papa Paulo III em 15440. Os jesuítas são conhecidos como os soldados de Cristo, e caracterizaram-se na Era Moderna pela conversão das populações do Novo Mundo, como os ameríndios, ao catolicismo. A ação dos jesuítas seguia alguns modelos: fundavam vilas nas terras dos impérios português e espanhol, a partir da construção de um colégio, onde as populações seriam educadas dentro dos princípios católicos ou; em regiões mais inóspitas, instituíam as missões, aldeamentos católicos, que atraíam as populações nativas, ameaçadas pela escravização, obrigadas, nas missões, a converterem-se ao catolicismo, adotando o modo de vida europeu.  No Brasil, os jesuítas tiveram importante papel na ocupação de São Paulo, fundada a partir de um colégio jesuíta e da região sul, com as missões. José de Anchieta e Manoel da Nóbrega destacaram-se nos primeiros anos, enquanto o padre Antonio Viera ficou famoso por seus sermões no século XVIII.

Papa Francisco

Hoje a Companhia de Jesus é a maior ordem religiosa católica do planeta e a escolha de um membro seu para o papado neste momento indica a  necessidade de a Igreja Católica em promover uma nova missão civilizadora em busca de novos fies para conter o avanço do protestantismo e de outras religiões.


CONSEQUÊNCIAS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Os dois mapas mostram a divisão política do continente europeu antes e depois da PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918). Este conflito foi resultado da disputa imperialista entre as principais potências imperialistas europeias, em especial Inglaterra, França, Alemanha e Itália, além do envolvendo dos Impérios Austro-Húngaro, Russo e Turco-Otomano.

As transformações nos limites territoriais dos países europeus foram resultado dos tratados de paz onde as nações vencedores apropriaram-se de alguns territórios das nações derrotadas, além de seus territórios coloniais. A França retomou da Alemanha as regiões da Alsácia-Lorena e do Sahre; O Império Russo passou pela Revolução Socialista em 1917, perdeu a Finlândia e territórios na região do Báltico (onde surgiram a Lituânia, Letônia e Estônia); a Alemanha além de ter perdidos territórios para a França teve sua parte oriental desmembrada, dando origem à Polônia; os Impérios Austro-Húngaro e Turco-Otomano foram desmembrados e deram origem a várias novas nações como Iuguslávia, Romênia, Bulgária, Hungria, Albânia, Tchecoslováquia, Grécia e Turquia. A Inglaterra manteve seus domínios na Europa e agregou grande parte dos territórios coloniais da Alemanha, Áustria-Hungria e Itália.

Ao final do conflito muitos tratados foram assinados, a Alemanha foi considerada a grande causadora da guerra, sendo obrigada a desmilitarizar-se, perder vários territórios, além de pesada indenização em dinheiro aos países vencedores, pelo Tratado de Versalhes. Além disso, foi criada a Liga das Nações, que deveria selar pela paz mundial e mediar os conflitos entre os países; os Estados Unidos não aderiram a Liga das Nações por entenderem que o Tratado de Versalhes não selaria a paz na Europa, já que as penas à Alemanha eram muito severas e causariam, como ficou comprovado pela ascensão do nazismo e Segunda Guerra Mundial, já a União Soviética não aderiu pois muitas nações ainda não tinham reconhecido a Revolução Socialista.

A Primeira Guerra Mundial teve consequências em todo mundo. A Europa foi a grande derrotada do conflito, o Imperialismo das nações europeias entrou em declínio e a supremacia econômica e militar europeia sobre o globo acabou. Os Estados Unidos assumiram o papel de grande potência econômica e militar do planeta. Além disso, houve a ascensão do Totalitarismo em estados como Alemanha e Itália. A Revolução Socialista Russa de 1917 foi outro impacto importante da Primeira Guerra Mundial. Considera-se também, a Segunda Guerra Mundial como consequência do primeiro conflito mundial, já que as punições impostas à Alemanha pelo Tratado de Versalhes foram consideradas muito rigorosas, causando um revanchismo alemão sobre as nações  vencedoras, canalizada pelo nazismo.


ÍNDIOS, OS DONOS DA TERRA

Excelente documentário sobre a questão indígena no Brasil de hoje, com relatos da História dos Tupis-Guaranis.

O documentário se passa na aldeia indígena de Ribeirão Silveira, na cidade de Bertioga, litoral paulista.


REVOLTA DA VACINA – VÍDEO INTERESSANTE


O GOLPE DE ESTADO DE 1º DE ABRIL DE 1964 NO BRASIL.

Nos últimos dias notícias nas TVs, rádios, jornais, revistas e na Web, deram conta da tentativa do Clube Militar do Rio de Janeiro em promover uma comemoração pela data que marca o Golpe de Estado dado por eles no sistema democrático brasileiro em 1º de abril de 1964. Parece mentira, mas o Clube Militar e setores conservadores da sociedade brasileira teimam em denominar esse Golpe de Estado em Revolução, que teria garantido o estado de direito no Brasil, que estaria supostamente ameaçado pelo Comunismo. É preciso lembrar que o mundo, na segunda metade do século XX vivia sob o estigma da Guerra Fria, onde as ideologias capitalista e comunista serviam de justificativa para a disputa imperialista de EUA e União Soviética, e as elites brasileiras, que controlavam o poder em nosso país desde a Proclamação da República, sob influência política norte-americana deste a Doutrina Monroe, onde os EUA forçavam a adesão das nações da América Latina a aderirem a ideologia política-cultural e aos interesses econômicos norte-americanos, defendiam veementemente a manutenção desta ordem, supostamente ameaçada pelo Governo João Goulart, denunciado pela mídia brasileira como de inclinação comunista-soviética.

Jango, como era conhecido o presidente João Goulart, nada tinha de comunista, muito menos de soviético. A sua origem remete às oligarquias agrárias brasileira, era um representante dos caudilhos populistas do cone sul da América Latina, um estancieiro gaúcho e um dos herdeiros políticos de Getúlio Vargas e de seu trabalhismo. Jango foi eleito vice-presidente do Brasil, no ano de 1960, quando Jânio Quadros foi eleito para a Presidência. O mandato de Quadros foi tão relâmpago como sua ascensão política, e durou apenas oito meses, em uma renúncia ainda obscura em agosto de 1961. Neste momento, Jango encontrava-se em viagem oficial à China, e o Congresso Nacional, dominado pelas elites regionais brasileiras, defensoras dos interesses do capital norte-americano no Brasil, iniciou um processo de esvaziamento das funções da Presidência da República, transferindo para o Congresso Nacional os poderes do executivo federal, instalando um Parlamentarismo no Brasil, que vigorou entre os anos de 1961 e 1962, quando um Plebiscito restaurou o Presidencialismo em nosso país.

Presidente João Goulart, o Jango.

Entre os anos de 1963 e 1964 Jango assumiu efetivamente a Presidência da República, com todas as suas funções, enfrentando uma grave crise econômica, propôs as Reformas de Base, que entre outras ações propunha a Reforma Agrária, o controle das remessas de capital para o estrangeiro e a nacionalização de empresas de setores considerados estratégicos. As Reformas de Base foram defendidas pelo Presidente Jango em comício no dia 13 de março, na Estação Central do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Em 19 de março veio a reação das elites conservadores brasileiras, que convocou a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, na cidade de São Paulo, apoiada pela mídia brasileira e pela Igreja Católica. A “Marcha”, que reuniu cerca de 500 mil pessoas nas ruas de São Paulo, foi o termômetro de que o Governo Jango não tinha apoio suficiente da opinião pública e da população para suportar um golpe de estado, que seria levado ao cabo pelo alto generalato brasileiro, com suporte da CIA (Serviço Secreto dos EUA) e com a conivência da elite econômica brasileira, da mídia nacional e de setores conservadores da sociedade brasileira na madrugada de 1º de abril.

Para escapar da pecha de ter sido imposto aos brasileiros no dia da mentira, a historiografia do regime autoritário militar brasileiro antecipou o início do golpe de estado para o dia 31 de março.


FISIOCRACIA

A Fisiocracia foi a primeira doutrina econômica a combater as práticas mercantilistas, ainda no contexto da Era Moderna. A definição da doutrina fisiocrata é a ciência do governo da vida social, que descobre suas leis naturais e indica a conduta econômica do governo e das classes, para o aumento da riqueza e o alcance da prosperidade. Os primeiros conceitos da Fisiocracia foram publicados na famosa Enciclopédia de Diderot e D´Alembert, nos verbetes redigidos por Quesnay, considerado o fundador e principal pensador fisiocrata. Sua denominação surgiu em 1768 quando Du Pont de Nemours publicou ” Fisiocracia, ou constituição essencial do governo mais vantajoso para o gênero humano”. Por aproximadamente vinte anos influenciou as decisões econômicas francesas, perdendo poder com a deposição de Turgot do Ministério das Finanças do Rei e com a publicação de “A Riqueza das Nações”, de Adam Smith. A área de influência da Fisiocracia restringiu-se a França, já que suas ideias encaixavam bem a realidade econômica francesa, onde, no século XVIII, o processo de industrialização ainda era lento, sendo a agricultura a principal atividade econômica.

Uma das premissas da fisiocracia é a crítica ao mercantilismo devido a interferência do Estado na Economia. A Fisiocracia é uma doutrina econômica de orientação liberal, que define o papel do Estado na geração de riqueza como mero provedor de infra-estrutura e como garantidor do livre comércio. O ideal fisiocrata estava contido no lema “laissez-faire, laissez-passer” (liberdade de negócios e de livre comércio). Seu conceito central é o de excedente econômico, caracterizado como a parte da produção que excede os custos (lucro). A partir destes excedentes é que o comércio e a indústria poderiam se desenvolver, mas essas atividades sempre serão estéreis, pois o valor de sua produção é apenas igual aos seus custos (salários e insumos).