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AS RELAÇÕES SOCIAIS NO FEUDALISMO: COLONATO, SUSSERANIA E VASSALAGEM.

 

Durante a Idade Média dois princípios foram norteadores das relações sociais: o Colonato e a Susserania e Vassalagem. O Colonato regrava as relações entre Senhores Feudais e Servos enquanto as relações de Susserania e Vassalagem regravam as entre os próprios Senhores Feudais.

 

COLONATO.

As invasões germânicas aos territórios romanos na Europa e seus consecutivos saques às cidades geraram uma situação de insegurança social nas áreas urbanas. Tal situação forçou uma migração em massa da população romana para a zona rural. Essa população ao chegar as propriedades rurais instalavam-se como colonos nas terras, ou seja, trabalhavam no cultivo das lavouras em troca de um pedaço de terra, parte da produção e proteção.

Durante o Período Medieval, o colonato vai ser a forma mais comum de exploração da mão-de-obra.

 

SUSSERANIA E VASSALAGEM.

É uma herança dos germânicos para a sociedade medieval. Consistia na distribuição de benefícios de um Senhor  Feudal para outro. Em contrapartida, o Senhor Feudal que recebia o benefício firmava um vínculo de fidelidade para com aquele que havia concedido o benefício. Desta forma criou-se uma rede de Senhores Feudais ligados por laços de fidelidade militar e econômico, que descentralizava o poder político na Idade Média.

Por benefício, durante o Período Medieval, entende-se grandes propriedades de terra. Recebia o nome de Susserano aquele Senhor Feudal que concedia o benefício e Vassalo o que recebia à terra.

 

 


A IDADE MÉDIA E SUAS ORIGENS.

O período conhecido como Idade Média se estende do século V ao século XV. Na visão de alguns historiadores foi um momento em que houve um retrocesso cultural, artístico e intelectual na Europa, se comparado com a Antiguidade Clássica greco-romana. Porém, essa visão depreciativa vem se alterando com o advento de novos estudos sobre o período.

A origem da Idade Média está na crise do Império Romano. Os primeiros sinais desta crise começam a aparecer no século III. O fim das conquistas romanas diminuíram a entrada de escravos em Roma, a falta de mão-de-obra encareceu os produtos, em especial os alimentos.

Além disso, a migração de populações estrangeiras para os territórios romanos aumentava a cada ano, fazendo com  que o Império Romano tivesse mais gastos com o controle das fronteiras, em um momento de crise econômica.

A inflação dos alimentos e a insegurança social, ocasionada pela migração dos povos germânicos, causaram o caos nos territórios romanos. Aproveitando esse momento de instabilidade dos romanos os germânicos, que viviam nos territórios não conquistados pelos romanos no Centro e Leste da Europa, passaram a invadir e saquear as cidades romanas. O exército imperial romano já não reunia mais condições de controlar as fronteiras e progressivamente o território romano na Europa foi sendo ocupado pelos germânicos.

As últimas medidas para tentar evitar a queda do Império Romano foram a transferência da capital da Europa para a Ásia, em Bizâncio, que recebeu o nome de Constantinopla, em 330 d. C.; e a divisão do Império em dois, em 395 d. C., Império Romano do Ocidente (Europa e norte da África) e Império Romano do Oriente (Ásia e Egito).

Essas medidas evitaram apenas a queda do Império Romano do Oriente, que passou a ser chamado de Bizantino, enquanto a porção ocidental do Império caiu em 476 d. C. com a deposição do último Imperador de Roma pelos germânicos.


QUANDO COMEÇOU O CARNAVAL?

Representação do Carnaval em Roma (Saturnália).

Costuma-se dizer que o Carnaval é uma festa pagã, ou seja, não Católica. No entanto, ao observar em que regiões do globo encontramos o Carnaval chegamos a conclusão de que quase a totalidade dos lugares que comemoram o Carnaval tem tradição Católica.

A origem do Carnaval certamente está na Antiguidade, nas civilizações egípcia, grega e romana, onde ocorriam grandes festas ligadas às divindades pagãs da fertilidade e agricultura, nos períodos de grandes colheitas. Nestas festas havia fartura de alimentos e bebidas.

Na Europa da Idade Média essas festas continuavam a existir, mesmo sob forte religiosidade Católica. Por volta dos séculos XI e XII para regular e limitar o período de ocorrência destas festas pagãs e o consumo de alimentos, a Igreja Católica associou estas festas à Quaresma, atribuíndo à elas o nome de Carnaval, palavra de origem latina que significa abstinência de carne.

Representação do Carnaval Medieval.

A partir de então, o Carnaval passou a ser celebrado sempre quarenta dias antes da Páscoa, antecedendo a Quaresma, período em que os católicos promovem privações alimentares e comportamentais por ocasião da morte de Jesus Cristo.

Por este motivo, durante as festas de Carnaval é tradição os excessos alimentares e comportamentais, a festa transformou-se em rito de despedida dos Católicos antes da Quaresma.