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AS RELAÇÕES SOCIAIS NO FEUDALISMO: COLONATO, SUSSERANIA E VASSALAGEM.

 

Durante a Idade Média dois princípios foram norteadores das relações sociais: o Colonato e a Susserania e Vassalagem. O Colonato regrava as relações entre Senhores Feudais e Servos enquanto as relações de Susserania e Vassalagem regravam as entre os próprios Senhores Feudais.

 

COLONATO.

As invasões germânicas aos territórios romanos na Europa e seus consecutivos saques às cidades geraram uma situação de insegurança social nas áreas urbanas. Tal situação forçou uma migração em massa da população romana para a zona rural. Essa população ao chegar as propriedades rurais instalavam-se como colonos nas terras, ou seja, trabalhavam no cultivo das lavouras em troca de um pedaço de terra, parte da produção e proteção.

Durante o Período Medieval, o colonato vai ser a forma mais comum de exploração da mão-de-obra.

 

SUSSERANIA E VASSALAGEM.

É uma herança dos germânicos para a sociedade medieval. Consistia na distribuição de benefícios de um Senhor  Feudal para outro. Em contrapartida, o Senhor Feudal que recebia o benefício firmava um vínculo de fidelidade para com aquele que havia concedido o benefício. Desta forma criou-se uma rede de Senhores Feudais ligados por laços de fidelidade militar e econômico, que descentralizava o poder político na Idade Média.

Por benefício, durante o Período Medieval, entende-se grandes propriedades de terra. Recebia o nome de Susserano aquele Senhor Feudal que concedia o benefício e Vassalo o que recebia à terra.

 

 

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GOVERNO FLORIANO PEIXOTO – 1891/1894.

Floriano Peixoto assumiu à Presidência da República após a renúncia de Deodoro da Fonseca.

O Governo do Marechal Floriano foi escorado em uma aliança entre o Presidente da República e o Congresso, dominado pelos cafeicultores paulistas, defensores do federalismo.

O Governo Floriano foi fundamental para a consolidação do regime republicano e abriu caminho para os cafeicultores assumirem o controle do Estado Brasileiro ao combater e reprimir revoltas que ameaçavam a República, como a Revolução Federalista e a Revolta da Armada.

REVOLUÇÃO FEDERALISTA.

No final do século XIX o Rio Grande do Sul enfrentava uma disputa política entre dois grupos, o Partido Republicano, positivista e representado pelas novas elites gaúchas, ligadas às cidades e; o Partido Federalista, com origem na oligarquia agrária gaúcha, os estancieiros pecuaristas.

Com a Proclamação da República Júlio de Castilhos foi indicado para a Presidência do Estado (Governador). Castilhos era líder do Partido Republicano e sua indicação levou a uma revolta liderada pelos Federalistas, antigos parceiros do Império, que se estendeu até os Estados de Santa Catarina e Paraná.

A repressão à revolta foi violenta, e Júlio de Castilho, aliado do Presidente da República, foi confirmado como Presidente do Estado.

 

REVOLTA DA ARMADA.

Foi um movimento deflagrado por setores da Marinha Brasileira em 1893.

A Revolta da Armada estava intrinsecamente relacionada a composição de forças nas regiões brasileiras. As oligarquias alijadas do poder nos Estados voltaram-se contra o Presidente com a justificativa da não convocação de eleições por Floriano, que deveria ter o feito no prazo máximo de dois à contar da renúncia de Deodoro em novembro de 1891.

Os revoltosos ganharam o apoio de monarquistas ligados à Marinha. No entanto, o Presidente contava com o apoio dos cafeicultores paulistas e do Congresso e reprimiu a Revolta, firmando sua imagem como defensor da República.

 


MISSÕES JESUÍTICAS.

Ruínas de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul.

 

A FUNDAÇÃO DA COMPANHIA JESUS.

A Companhia de Jesus foi fundada em 1534 no contexto da Contra-Reforma como uma das medidas para conter o avanço do Protestantismo. Seu fundador foi o espanhol Inácio de Loyola, que após ferir-se em uma batalha converteu-se totalmente à vida cristã.

A missão dos Jesuítas era difundir o Evangelho pelo mundo. A Educação foi um dos instrumentos fundamentais desta pregação. Muitos colégios jesuítas doram fundados na Europa e na América para cristianizar os povos e formá-los na doutrina católica.

 

OS JESUÍTAS EM PORTUGAL E NO BRASIL.

Os jesuítas passaram a atuar nos empreendimentos coloniais portugueses como missionários evangelizadores. Vários jesuítas vieram ao Brasil, os mais famosos foram os padres José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, com o objetivo de converter as populações indígenas.

Os primeiros colégios jesuítas foram fundados na Bahia e em São Vicente. Os jesuítas ensinavam retórica, humanidades, gramática, mas utilizavam principalmente a música e o teatro na evangelização dos indígenas.

AS MISSÕES JESUÍTICAS.

Para catequizar os indígenas os jesuítas organizaram em várias partes da América do Sul aldeamentos chamados “missões”. o objetivo dessa ação era transformar completamente o modo de vida dos indígenas, fazendo-os abandonar o politeísmo, a poligâmia e o antropofagismo, além de desvalorizar as funções dos pajés (líderes espirituais).

A porção sul do sub-continente e a região amazônica foram as que receberam a maior parte das missões jesuítas.

A organização interna das “missões” assemelhava-se a militar pela rígida disciplina e pela imposição do modo de vida católico aos indígenas. Os índios praticavam o artesanato, agricultura e a criação de animais. Quanto a catequização dos indígenas a música exerceu papel importante neste processo.


A EVOLUÇÃO DOS HOMINÍDEOS.

Segundo estudos com base na teoria evolucionista o ser humano pertence à cadeia evolutiva dos hominídeos. Para estabelecer essa linha são estudados fósseis, especialmente ossos e dentes, encontrados em regiões da Europa, Ásia e principalmente da África, além de vestígios de fogueiras, acampamentos e sepulturas.

A análise dos fósseis encontrados sugerem que os hominídeos surgiram na África e espalharam-se pelo planeta ao longo de milhões de anos.

  • Ardipitecos: viveram entre 5,5 e 4,5 milhões de anos atrás na região da Etiópia. Eram bípedes e alimentavam-se de vegetais.
  • Australopitecos: viveram entre 4 e 1,5 milhões de anos atrás. Eram bípedes e tinham longos braços. Penduravam-se em árvores, colhiam frutos e usavam pedras para caçar animais.
  • Homo habilis: viveram entre 2 e 1,5 milhões de anos atrás. Fabricava instrumentos simples de pedras e, também, cabanas. Desenvolveram algum tipo de linguagem. Alimentavam-se de vegetais e animais.
  • Homo erectus: viveram entre 1,6 milhão a 200 mil anos atrás. Fabricava ferramentas mais sofisticadas e vestia-se com peles de animais. Vivia em grupos de 20 a 30 membros e caçava grandes animais. Espalharam-se pela África, Ásia, Europa e Oceania.
  • Homo neanderthalensis: viveram entre 230 e 30 mil anos atrás. Fabricava diversas ferramentas e armas, além de cabanas. Conviveu com os primeiros homens modernos e desapareceu por motivos desconhecidos.
  • Homo sapiens: surgiu a aproximadamente 200 mil anos atrás. O último da linha dos hominídeos, é o homem moderno. Espalhou-se por todo o planeta. Produz diversas ferramentas e armas. Desenvolveu a pintura e escultura, foi o primeiro  a controlar o fogo. Desenvolveu várias formas de linguagem.

 

*FÓSSIL: restos de um ser vivo do passado que ficam preservados ou deixam uma marca na crosta terrestre.

 


BANDEIRANTISMO.

Quadro "O Bandeirante" de Benedito Calixto

Os séculos XVII e XVIII ficaram marcados no Brasil Colonial pela expansão territorial. Os principais responsáveis por essa expansão foram os Bandeirantes paulistas. Marginalizados econômicamente durante o ciclo da cana-de-açúcar, a região de São Paulo era pobre e dependia de uma agricultura de subsistência e do trabalho escravo indígena.

Pela experiência que tinham no interior da colônia, devido as expedições de aprisionamento de indígenas, os Bandeirantes paulistas tornaram-se a esperança da Coroa Portuguesa para encontrar reservas de metais preciosos.

 

BANDEIRAS.

Eram expedições particulares organizadas pelos paulistas que percorriam o interior do Brasil. Essas viagens duravam meses, as vezes até anos, e contavam com centenas de participantes.

As viagens partiam da cidade de São Paulo de Piratininga, no início do Planalto Brasileiro e percorria o interior utilizando trilhas indígenas e ps rios da bacia platina, como o Tietê, Paraíba do Sul e Piracicaba.

O nome Bandeiras, vem de uma tradição indígena de carregar uma bandeira a frente da expedição.

 

ENTRADAS.

Eram expedições organizadas e financiadas por Portugal, para explorar o interior da Colônia, manter os indígenas afastados da região produtora de cana-de-açúcar e procurar metais preciosos.

 

CONSEQUÊNCIAS DO BANDEIRANTISMO.

As expedições Bandeirantes tiveram como consequências a expansão territorial da Colônia, que avançou sobre o interior do Brasil.

Além disso, no fim do século XVII foi em uma expedição Bandeirante que se descobriram as reservas de ouro da região das Minas Gerais.

As vias utilizadas pelos Bandeirantes passaram a ligar as várias regiões da Colônia, promovendo a interligação regional da Colônia.


A IDADE MÉDIA E SUAS ORIGENS.

O período conhecido como Idade Média se estende do século V ao século XV. Na visão de alguns historiadores foi um momento em que houve um retrocesso cultural, artístico e intelectual na Europa, se comparado com a Antiguidade Clássica greco-romana. Porém, essa visão depreciativa vem se alterando com o advento de novos estudos sobre o período.

A origem da Idade Média está na crise do Império Romano. Os primeiros sinais desta crise começam a aparecer no século III. O fim das conquistas romanas diminuíram a entrada de escravos em Roma, a falta de mão-de-obra encareceu os produtos, em especial os alimentos.

Além disso, a migração de populações estrangeiras para os territórios romanos aumentava a cada ano, fazendo com  que o Império Romano tivesse mais gastos com o controle das fronteiras, em um momento de crise econômica.

A inflação dos alimentos e a insegurança social, ocasionada pela migração dos povos germânicos, causaram o caos nos territórios romanos. Aproveitando esse momento de instabilidade dos romanos os germânicos, que viviam nos territórios não conquistados pelos romanos no Centro e Leste da Europa, passaram a invadir e saquear as cidades romanas. O exército imperial romano já não reunia mais condições de controlar as fronteiras e progressivamente o território romano na Europa foi sendo ocupado pelos germânicos.

As últimas medidas para tentar evitar a queda do Império Romano foram a transferência da capital da Europa para a Ásia, em Bizâncio, que recebeu o nome de Constantinopla, em 330 d. C.; e a divisão do Império em dois, em 395 d. C., Império Romano do Ocidente (Europa e norte da África) e Império Romano do Oriente (Ásia e Egito).

Essas medidas evitaram apenas a queda do Império Romano do Oriente, que passou a ser chamado de Bizantino, enquanto a porção ocidental do Império caiu em 476 d. C. com a deposição do último Imperador de Roma pelos germânicos.


ORIGEM DO MUNDO E DO SER HUMANO.

Duas são as explicações mais difundidas sobre como surgiu o Mundo e como apareceu o Homem no planeta.

Uma delas, o Criacionismo, faz parte da tradição cristã e procura explicar a criação do Mundo e o aparecimento do Homem a partir de uma crença religiosa e verdades incontestáveis (dogmas).

A segunda, o Evolucionismo, é uma explicação científica sobre o surgimento do mundo e dos seres vivos (as espécies). O cientista Charles Darwin é o fundador desta idéia, ainda no século XIX.

CRIACIONISMO.

Afresco da Capela Sistina representando a criação do Homem.

Os princípios do Criacionismo estão contidos no Gênesis, um dos livros que compõem a Bíblia.

Segundo esta teoria, Deus criou o Mundo, toda a natureza, inclusive os homens, ao mesmo tempo, e desde então, até hoje, tudo permanece inalterado.

 

EVOLUCIONISMO.

A teoria Evolucionista tem origem com os estudos de Charles Darwin, biólogo inglês, que percorreu o mundo em viagens para observar os seres vivos, e em 1859 publicou os resultados de suas pesquisas no livro “A origem das espécies”. Com o tempo à teoria

Charles Darwin

Evolucionista foi incorporando novas descobertas de outros pesquisadores de diversas áreas.

Segundo o Evolucionismo, todos os seres vivos são resultado da evolução de organismos mais simples, que transformaram-se ao longo do tempo. Darwin defendia que os seres vivos mais bem adaptados ao meio sobreviveram e transmitiram suas características aos descendentes. As espécies menos adaptadas ao meio tenderiam a desaparecer,pois teriam mais dificuldades para deixarem descendentes.